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#Resenha Ensaio sobre a Cegueira


Oi amigos, olha a Gladys aqui novamente para falar de mais uma leitura dela para o Desafio Literário 2013. Vamos ver o que ela escolheu desta vez...


Oi pessoal, tudo bem? 
Andei um período sumida não é mesmo? Mas foi por uma causa justa, estava terminando a graduação, \0/  
Para o tema do mês de setembro escolhi: Ensaio sobre a Cegueira de José Saramango. 
Ensaio sobre a Cegueira - José Saramango
312 páginas - Editora Companhia das Letras


Vi a adaptação na época do lançamento e já fiquei chocada com algumas cenas. Lembro que ao sair do cinema, comentei com minha amiga sobre algumas partes em particular. Ao ler, lembrei de algumas cenas já esquecidas, mas a leitura, como na maioria das vezes, é mais detalhada e consequentemente mais forte e chocante.  
Como a sinopse salienta, é um mal que se alastra pela sociedade sem deixar pistas, apenas um rastro branco. Isso mesmo, é uma cegueira branca! As pessoas atingidas não "veem" escuro, pelo contrário, é como se estivessem em uma névoa leitosa.  
A trama começa com o primeiro atingido, o motorista, e como o mesmo contaminou as primeiras pessoas. Como o 'governo' não tem o quê fazer, coloca os cegos em um manicômio abandonado para viverem em quarentena. Mas no meio destes está uma pessoa que não cegou: a mulher do oftalmologista que atendeu ao primeiro cego (o motorista). Ela simplesmente vai para a quarentena por não querer deixar o marido a própria sorte, sempre as mulheres sendo mártires!  
A principio os cegos conseguem se virar como podem, pois são poucos e há espaço no manicômio. Mas a partir do momento que o 'mal branco' se espalha e o governo sem o menor escrúpulo, joga, literalmente, todos que cegam no mesmo espaço físico, o caos está implantado.  
Não tem como se afeiçoar a nenhum personagem. Pois devido ao total abandono, as faltas de regras e controle por parte de pessoas que enxerguem para ajudar os cegos, o lado ruim e perverso dos humanos aflora como se fossem bestas selvagens no isolamento. 
E quando você acha que o pior aconteceu no isolamento, Saramago faz uma reviravolta e tudo o que se tinha lido, torna-se fichinha diante da escrita minuciosa dos demais fatos descritos pós quarentena  
Se vocês não gosta de leitura forte, impactante, que te arranque da zona de conforto não leia essa obra. Tente assistir ao filme primeiro, se conseguir chegar até o final, pode passar para a leitura, mas mesmo assim prepare-se!  
Algo que me incomodou e atrapalhou um pouco o ritmo da leitura, a escrita é Português de Portugal, muitas palavras desconhecidas e a falta de travessão ou algo que identificasse ser um diálogo. Saramago usa vírgulas e com isso temos parágrafos enormes e se você se descuidar um pouco perde o sentido do mesmo. 
Os olhos da esposa do oftalmologista são os olhos do leitor. E por várias vezes naquele ambiente, ela desejou estar cega como os demais...   
Com certeza é uma leitura reflexiva. Não tem como não imaginar se algo semelhante acontecesse nos dias atuais, o que seria da nossa sociedade?! De acordo Saramago, seria horripilante!!! 
Fiquem com Deus e até a próxima. 
    
Gladys Sena.

P.S.: Essa resenha também foi publicada no “Cantinho da Gladys”. 


Então amigos, o que acharam? Alguém aqui é fã do Saramango? Eu ainda não conheço o trabalho do autor, mas sempe ouço falar muito bem dele. Obrigada Gladyspor mais uma vez dividir sua opinião conosco.

#Resenha A Senhora do Jogo


Oi amigos, hoje temos mais uma resenha da nossa amiga Gladys para o Desafio Literário 2013, vamos conferir o livro que ela escolheu para agosto?

A Senhora do Jogo - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
461 páginas -  Editora Record

Olá pessoal, tudo bem?
Consegui esse livro em uma troca, seria meu primeiro contato com a escrita do Sidney Sheldon, mas fui enganada. Como podem ver na capa, temos o nome do Sidney em letras garrafais, mas quem escreveu a trama foi a Tilly Bagshawe, já que o Sidney faleceu em 2007 e a sua família pediu que a Tilly continuasse com a saga da família Blackwell. Jogada de marketing da editora, mas não achei de bom tom para com os leitores. Só descobri isso no final da leitura.
Enfim, essas 461 páginas ainda não me fizeram conhecer a essência da escrita do Sheldon, mas ainda dá tempo, né!
Essa trama é continuação de um dos maiores sucesso do autor “O reverso da medalha”, mas consegui lê-la sem problemas, é possível compreendê-la sem a leitura da anterior.
Bem, a família Blackwell é ‘o orgulho americano’. Extremamente ricos, donos de um império gigantesco e possuidores de um carisma ímpar. O clã dos Blackwell é dividido em 2 ‘alas’, se podemos chamar assim.
Alexandra e Eve são irmãs gêmeas e com vidas completamente distintas. A trama gira em torno dos seus herdeiros: Lexi Templeton e Max Webster. Apenas um deles pode assumir a gigantesca empresa Blackwell, quando atingir a maioridade.
Eve é uma mulher amargurada, que faz de tudo, tudo mesmo, para que seu filho Max conquiste a presidência da empresa, mas Lexi é uma adversária altamente qualificada.
A vingança está presente em quase todos os personagens. Eve com a sua sede de vingança manipula Max desde a sua infância, fazendo com que o filho desenvolva uma relação paranoica com ela. Lexi vinga-se várias e várias vezes ao longo da trama e isso quase chega a destruí-la.
A trama é interessante, mas não gostei dos excessos de conotação sexual na trama. São totalmente desnecessários e por várias vezes pulei alguns parágrafos por chegar a vulgaridade. Não consegui me afeiçoar por nenhuma das personagens, são bem construídas, mas excessivamente problemáticas.
O final não me convenceu, a solução dada pela autora pareceu surreal e mal desenvolvida.
Não sei como classificar essa trama, não é suspense, não é romance, não é drama...
Ganhou 2 estrelas e está de muito bom tamanho! Não recomendo para ninguém.
Fiquem com Deus e até o próximo mês.
Gladys Sena.

#Resenha: Os Olhos Amarelos dos Crocodilos de




Oi amigos, vamos conhecer hoje mais uma resenha da Promoção "Resenha do Leitor"?  A resenha de hoje é da nossa amiga Gladys Sena, vamos conferir o que ela nos mandou?


Os Olhos Amarelos dos Crocodilos - Katherine Pancol
464 páginas - Editora Suma de Letras

Continuando o tema do mês de julho, minha segunda escolha foi o livro “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos” de Katherine Pancol.
Conheci esse livro pesquisando pela net e vi em algum blog um comentário, que nem lembro muita coisa, mas despertou a minha curiosidade. A sinopse faz alusão a uma trama familiar, entre duas irmãs e o contraste social em que vivem.
Imaginava eu, que o título fosse uma metáfora que seria explicada ao longo da trama, mas não. Existem crocodilos, realmente, nessa trama!
Katherine criou personagens bem complexos, não consegui me afeiçoar por nenhum. Quando sentia uma pontinha de simpatia por algum, ele ou ela aprontava alguma coisa e ia pelo ralo abaixo toda a minha afeição... outros em momento algum despertaram alguma afeição, só animosidade, argh!
Bem, vamos à trama! Joséphine e Íris são irmãs, filhas de Henriette (vulgo cabo de vassoura, quem fizer a leitura entenderá) que é viúva e está no seu segundo casamento com Marcel.
Íris (44 anos) é a mais velha e a perfeição em pessoa. Adorada pela mãe, casada com Philippe Dupin, escandalosamente rico, possuem um único filho: Alexandre (10 anos), que é ignorado por ambos os pais. Em contraste a tudo isso, temos Joséphine (40 anos), sem nenhuma autoestima, casada com Antoine, um desempregado que vive nas nuvens com mania de grandeza, querendo encontrar a sua “grande chance” de enricar aos 40 anos, possuem 2 filhas: Hortense (14 anos) a primogênita, terrivelmente egoísta e Zoé (10 anos), a caçula meio abobalhada para a idade. Dois mundos completamente opostos, não é mesmo?
A trama começa com Antoine abandonando o lar. Tonio, como gosta de ser chamado, culpa a esposa por seu fracasso e resolve ir morar com a manicure Mylène. Jo que é o antônimo do significado de autoestima, simplesmente desmorona. Ela é tão pra baixo que nem consegue lidar com a filha mais velha, tem medo de Hortense! Senti raiva de Jo muitas vezes, ela é muito lerda e mole, aff!
Íris vive uma vidinha bem frívola. Ninguém sabe que seu casamento desce ladeira abaixo de forma vertiginosa. E em um desses jantares da alta sociedade, conta a mentira que está escrevendo um livro. E quem ouve isso?! Um grande editor, que logo fica animadinho e oferece seus serviços para a mesma. Para azar de Íris a “novidade” se espalha como fogo nas florestas secas dentro da alta sociedade e logo ela se viu encurralada, sem saber o quê fazer.
Como Jo é pesquisadora do Centro Nacional para a Pesquisa Científica, especializada no século XII, Íris faz a proposta para a irmã ser uma ‘ghost writer’, escrever a trama em troca de 50 mil euros. Imagine como ficou a cabeça de Jo?! Abandonada pelo
marido, tendo que criar 2 filhas, morando no subúrbio e ainda por cima com uma dívida alta no banco, pois Tonio fez um empréstimo na conta conjunta deles e caiu no mundo!
Com toda a sua vergonha peculiar, Jo aceita e mergulha de cabeça na pesquisa.
O livro é dividido em 5 partes, mas a autora não deu título a essas partes, achei estranho. É apenas: primeira parte, segunda parte e assim por diante.
Existem outros personagens como Henriette e Marcel, casados por conveniência e dinheiro, muito dinheiro. Henriette é a pior personagem, a criatura é horrível! Marcel também não é flor que se cheire, deixou-se dominar pela esposa, mas a trai há anos.
A personagem que mais me agradou ao longo da trama, foi Shirley, vizinha de Jo. Ela tem um grande segredo e consegue escondê-lo muito bem, até a autora decidir nos revelá-lo. É a única pessoa que realmente valoriza Jo. Tem um filho Gary (15 anos), com quem tem uma relação aberta até demais. Shirley não é uma mãe convencional, mas muito protetora.
São 458 páginas e a trama só toma rumo depois de umas cento e poucas páginas. A escrita da Katherine é para um leitor mais adulto, mas não pense que é hot, longe disso. Mas pela densidade dos seus personagens, por aquilo que ela escreve nas entrelinhas. É uma leitura que deve ser feita aos poucos, são muitos conflitos, muitas criticas a sociedade em que vivemos, muitos segredos jogados para debaixo do tapete e muitas máscaras usadas há tanto tempo, que parece que virou a própria face real do personagem.
Algo que achei bom: a construção do livro de “Íris”. Temos duas leituras em uma aqui. Acompanhamos todo o processo de criação, o desenrolar dos personagens, suas características. Pensei que Jo faria o livro e só. Mas a autora nos proporcionou esse momento e apreciei bastante!
Ao terminar essa leitura fiquei com algumas dúvidas. Achei que alguns personagens mereciam mais explicações para o seu final. Por exemplo, Jo, ela amadurece, mas fiquei pensando o que Jo fará com esse amadurecimento? E tantas outras questões que não posso mencionar, pois seria spolier.
Fui pesquisar para saber mais da autora e para minha tristeza, ou não, descobri que é uma trilogia. Ow gente, eu sempre comento que fugo de séries. Evito mesmo, mas não tem jeito, sempre caio em alguma, aff! O segundo livro já foi lançado, mas não aqui, como sempre!!! Chama-se “A Valsa Lenta das Tartarugas”, esquisito né? Só tem na Cultura pela bagatela de R$ 102,00. Vai adquirir? Quanto a mim esperarei as tartarugas saírem da Europa e aportarem por aqui, quem sabem dançando uma polca? Rsrs
Fiquem com Deus e até o próximo mês.
Gladys Sena.


Então, o que acharam do livro e da resenha? Mais um livro que eu ainda não li aliás, como podem ver, este livro faz parte do Desafio Literário que ela está participando junto comigo. Além disso, esta resenha está participando com o nº 08 da promoção "Resenha do Leitor", e se você quiser participar também, mande sua resenha para o e-mail do blog. Aproveite e confiram as resenhas que já estão participando:


#Resenha: A Vida em tons de cinza


Oi amigos, hoje tem mais uma resenha enviada pela nossa amiga Gladys para o Desafio Literário 2013 que ela está participando comigo. Vamos ver o que ela escolheu para o mês de julho?

Resenha A Vida em tons de cinza - Ruta Sepetys
240 páginas - Editora Arqueiro

Olá pessoal, como estão?
O tema para julho foi o seguinte: cor ou cores no título. Observando minha querida estante, encontrei dois livros e pretendo lê-los. Um já consegui e vamos conferir a minha impressão de “A Vida em Tons de Cinza”.
Comprei esse livro no ano passado e não sabia nada do mesmo. Costumo fazer isso, rsrs. Basta o título, uma capa diferente, uma premissa instigante que já desperta a minha curiosidade. Com esse, o fator motivador foi a trama ter como pano de fundo a guerra.
A guerra retratada possui poucas alusões na mídia, eu mesma não tinha noção dos horrores que os países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) sofreram com a anexação a União Soviética.
A trama gira em torno da família Vilkas, uma família comum que reside na Lituânia. Composta de pai, mãe e dois filhos: Kostas, Elena, Lina (14 anos) e Jonas (9 anos), respectivamente. Nada mais comum, não é mesmo? Mas que tem suas vidas literalmente arrancadas de suas mãos na noite de 14 de junho de 1941.
Mas o que eles fizeram para a NKVD, futura KGB, invadir a sua casa em plena noite, roubar seus sonhos e projetos de vida? Nada! Absolutamente nada! Apenas o infortúnio de viver sob a mira de Stalin.
A família é separada do pai e jogada em vagões de trens para destinos distintos. É nesse vagão que Lina conhece vários personagens que irão acompanha-la até as últimas páginas da trama.
Lina era uma adolescente que sonhava em ser artista, possuía um dom para desenhar e iria estudar em uma escola especializada. Em uma determinada parada do trem, ela consegue escapar do seu vagão e acha o vagão que transportava o seu pai e o mesmo pede que ela faça desenhos e dê um jeito de entregar a outros lituanos para que de alguma forma cheguem até ele e possa, assim, saber onde estão e poder reencontrá-los. Uma gota de esperança diante do mar de incertezas que giravam em torno da nossa protagonista. Após essa parada, o vagão que transportava os homens adultos, foi tirado e anexado a outro trem e essa foi a visão que Lina teve do seu querido pai, por muito tempo.
O vagão que transportava Lina e uma parte de sua família era ocupado por mulheres, idosos e crianças. A mãe de Lina sabia russo e conseguiu ler a frase estampada nos vagões: PROSTITUTAS E LADRÕES.
Imagine a cabeça das pessoas ao serem tachadas assim. Pessoas que vivam em honestidade com a sociedade, o pai de Lina era professor universitário! Os vagões estavam lotados de pessoas honradas e honestas, que não entendiam a dimensão daquela situação para o resto de suas vidas.
Enfim, após passar por sérias adversidades dentro do vagão apinhado de pessoas, chegam a uma localidade e descobrem que os soviéticos estão vendendo-os como escravos.
Nessas fazendas o horror só aumenta. Se você não tiver “estômago” não leia esse livro. Pois, depois de todas as situações humilhantes e degradantes que os personagens vivem, alguns ainda foram transferidos para outra localidade, muito pior do que essa.
Não posso contar mais da trama, mas acredito que já deu para entender o teor dessa leitura. Impossível não se enojar/revoltar com a maldade humana. Como não se emocionar ao ler a que ponto os seres humanos chegam para defender a sua vida e seus entes queridos.
Os personagens são fictícios, não sei se fico triste ou feliz por isso. Feliz por saber que aquelas pessoas retratadas tão detalhadamente não viveram todo esse horror e triste pois, gostaria de saber que entre os sobreviventes de toda essa loucura humana de Hitler e Stalin, estão presentes Lina, sua família e outros personagens queridos.
Termino com o mesmo pedido da autora Ruta Sepetys:
“Por favor, pesquisem a respeito. Contem a alguém. Esses três minúsculos países nos ensinaram que o amor é a mais poderosa das armas. O amor nos revela a natureza realmente milagrosa do espírito humano.”
Até a próxima leitura, fiquem com Deus!
Gladys Sena.



Eu ainda não li este livro, e vocês, já leram? O que acharam?
Ah, esta resenha já está fazendo parte da Promoção Resenha do Leitor e estará concorrendo o o nº 02.






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#Resenha: A Menina Que Não Sabia Ler


Oi amigos, hoje a resenha do Desafio Literário 2013 é da nossa querida amiga Gladys e é referente ao mês de junho. Vamos ver o que ela escolheu para o mês:

A Menina Que Não Sabia Ler - John Harding
220 páginas - Editora Leya

Olá pessoal, tudo bem?
Peço desculpas a minha amiga Rose e a vocês pela demora em enviar essa resenha, pois foi difícil “digerir” a leitura.
Tenho um pouco de dificuldade em classificar algumas leituras, são tantos estilos e sub estilos que, sinceramente, em alguns fico confusa, rsrs.
Para junho, precisei consultar a lista de indicados no site do desafio literário 2013. Diante das opções, a minha escolha para o mês era outra, mas como o mês foi mais corrido do que esperava, resolvi pegar um livro com menos páginas, para poder lê-lo na última semana de junho. Não disse que foi um mês agitado???
A trama em alguns pontos me deixou confusa, a começar pelo título. Na primeira página já sabemos que a protagonista, Florence, aprendeu a ler sozinha. Autodidata a menina heim!
Fui pesquisar e descobrir que o título original é "Florence and Giles". Com certeza tem bem mais relação com a trama, visto que Florence e Giles são meio irmãos e tudo que ocorre no decorrer da trama é devido ao parentesco dos dois.
Florence e Giles são órfãos e moram em uma casa batizada de “Blithe House”, acho interessante os ingleses darem nomes as suas residências. Ao longo da trama a protagonista se refere à residência pelo “nome” e até parece que está falando de uma pessoa e não de um local. Coisas de ingleses, hehe.
Voltando a trama, Florence e Giles moram com alguns empregados em Blithe House custeados pelo tio, que não aparece hora nenhuma. Apenas faz-se menção do sujeito, mas ele é uma incógnita.
Os meninos vivem praticamente abandonados à própria sorte, principalmente Florence que não foi alfabetizada de propósito, a mando do tio misterioso. Para entender melhor esse contexto, pense na sociedade da Nova Inglaterra de 1891, época em que se passa a trama.
Nesse mundinho restrito Florence descobre a biblioteca da casa. Nessa parte fiquei bem interessada, pois a menina aprendeu a ler assim. Fiquei pensando, será que conseguiria esse feito também? Aprender a ler, e até outros idiomas, só percebendo os sons das letras e observando quando alguém escreve... Isso me fez refletir bastante.
Mas Florence não pode usufruir da leitura abertamente, já que o tio “Gasparzinho”, rsrs, nem pode sonhar com uma sobrinha alfabetizada. Não contarei o porquê dessa decisão extremista por parte do tio.
Nossa protagonista tem que fazer várias peripécias para adentrar a biblioteca e usufruir de seus deleites literários. Como Florence vive negligenciada é claro que consegue
fazê-lo. Mas seus momentos literários sofrem ameaças, pois o único vizinho que se preocupa em visitá-los é apaixonado por Florence e quer vê-la todos os dias.
Nem preciso dizer que entre a biblioteca e Théo, o pobrezinho perde feio, né! Senti pena desse menino em várias ocasiões. Acho que foi o personagem que mais gostei. Mas você pode estar se perguntando: - Mas como assim?! E Florence, não foi a preferida? Respondo: - Definitivamente não!
Florence é uma personagem diferente de tudo que já li. Assim que descobri que ela sabe ler e ainda cita vários autores e suas obras, pensei que gostaria muito da mesma, mas depois das suas ações e principalmente do final, minha simpatia por ela desvaneceu.
Giles não tem a sua educação negligenciada, pelo contrário, é muito incentivado a estudar. Tanto que é enviado a um colégio interno. Mas não é tão dotado como sua meio irmã e então é devolvido para Blithe House e aconselhado a estudar com um tutor.
Nesse interim, o tio “incógnita” contrata uma preceptora, em Londres, e a envia para educar Giles. A princípio as crianças não gostam da ideia, mas aceitam a situação, só que ocorre um contratempo, não contarei qual (leiam para saber, haha) e uma nova preceptora é enviada para Blithe House.
É agora que a trama ganha forma! Florence deixa transparecer a sua personalidade inusitada. Algo que não esperava nessa trama, foi a nuance sobrenatural que o autor inseriu. Acho que foi isso que não me fez curtir a trama, as coisas meio que desandaram e ficou surreal.
Ao ler a sinopse esperava algo totalmente diferente. Fiquei decepcionada... Com a sensação de que, quem fez a sinopse não leu o livro!
Terminei a leitura com vários questionamentos e sem respostas. Para saciar minha curiosidade só se o autor fizesse uma continuação, mas acredito que não irá acontecer. Em minha opinião, o autor criou tudo propositalmente para que o leitor ficasse realmente com todas essas interrogações no final da trama.
Enfim, “A Menina que não sabia ler” é uma leitura diferente, densa e até assustadora em alguns momentos. Se o objetivo do autor, era criar algo diferente do que vemos ultimamente, conseguiu. Mas é uma pena que se perdeu nessa “viagem” toda. Poderia ter respondido aos questionamentos da sinopse e os demais que surgem no desenrolar da trama.
É um livro que gostaria que fosse adaptado para os cinemas. Creio que sua fórmula se adaptasse melhor as telonas do que as páginas, mas é apenas a minha opinião e não quer dizer que seja a correta, não é mesmo? ;)
Bem, é isso! Espero que tenha conseguido passar minha impressão dessa leitura e gostaria de saber a opinião de vocês! Leram ou pretendem ler?
Fiquem com Deus e até a próxima leitura.
Gladys Sena.

É um prazer receber suas resenhas. Eu ainda não li este livro, mas sempre vejo comentários bem positivos sobre ele. E vocês, já leram? O que acharam?
Ah, esta resenha já está fazendo parte da Promoção Resenha do Leitor e estará concorrendo o o nº 01.









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Desafio Literário 2013 #ByGladys


Oi amigos, a resenha de hoje do Desafio Literário 2013 vem da nossa amiga Gladys Senna que como vocês sabem, topou fazer comigo este desafio e postar suas resenhas aqui no blog. Vamos conhecer o livro que ela escolheu para o mês de maio?

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Olá pessoal, tudo bem? Espero que estejam todos bem e lendo bastante, =D
Em maio o tema selecionado para o desafio foi o seguinte: livros citados em filmes. Pois bem, aproveitei o ensejo e escolhi ‘Orgulho e Preconceito’, que já estava em minha listinha de desejados há tempooos, J
Gostaria muito de dizer que foi uma leitura maravilhosa, mas infelizmente não passou de apenas razoável.
Foi impossível não fazer comparações com o filme, pois a adaptação foi muito bem feita. Está muito parecida com o original, muito mesmo! Na verdade o livro possui mais detalhes, é claro! O filme em nada fugiu à trama, captou a essência de cada personagem.
Talvez por já ter assistido ao filme ‘n’ vezes e saber de ‘cor e salteado’ todas as partes da trama, a leitura perdeu aquele sabor de novidade, sabem como é? A cada página virada, não via nada de novidade, era como se fosse uma releitura e nada emocionante.
Já tinha lido que a trama é uma crítica aos padrões da época, mas não imaginava que seria tão ácida. Quem já assistiu ao filme, viu que a família de Elizabeth Bennet, nossa protagonista, é completamente desajustada. O pai é ausente, a mãe só pensa em casar suas filhas a todo e qualquer custo, as irmãs com temperamentos bem diferentes. Mas no livro os desajustes são bem maiores, tive pena de quem vivia no meio daquela família.
Naquela época aconteciam muitos bailes, acredito que era a diversão maior da sociedade, devido a importância que os mesmos possuem no desenrolar da trama. Em meio a esse contexto que Lizzy Bennet, apelido de Elizabeth, conhece o senhor Darcy e seu amigo senhor Bingley.
A princípio pensava que o orgulho ficava por conta do Sr Darcy e o preconceito da Lizzy, mas ao ler a trama percebemos que esses dois elementos permeiam a todos os personagens. Em algum momento da trama os personagens agem com orgulho ou com preconceitos.
O que salvou a leitura foram os diálogos de Lizzy com o Sr Darcy e as tiradas ácidas do pai de Lizzy em relação a sua esposa e familiares.
Já deu para perceber que gostei mais da adaptação, mas não desmereço o valor do livro. Como já comentei anteriormente, talvez o fato de ter assistido antes tenha atrapalhado... enfim leiam e tirem as suas próprias conclusões, ;)
Até o próximo mês e fiquem com Deus.
Gladys Sena










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Sua Dica Vale um Livro II: #30




Oi amigos, estamos nos últimos dias para você mandar sua resenha e concorrer a um livro oferecido pela Editora Novo Conceito. Então não perca tempo, pois só serão aceitos resenhas enviadas até o dia 30/04. Agora vamos a resenha de hoje que foi enviada pela nossa querida amiga "Gladys Senna". Na verdade, a resenha também é do "Desafio Literário 2013" que estamos participando. Vamos ver o que ela separou para nós desta vez?


Outono dos Sonhos - Adriana Brazil
360 páginas - Editora Novo Século

Olá pessoal, como estão? Espero que estejam todos bem, ;)
Como mencionei na resenha de “O Fim do Verão”, separei dois livros para o desafio desse mês e estou muiiiito feliz, pois consegui lê-los e ambas as leituras me agradaram!
Imagino que a maioria já deve ter lido pelo menos uma resenha de “Outono de Sonhos”, pois a Adriana é uma autora nacional que tem parceria com vários blogs literários. O meu volume ganhei em uma promoção no ano passado e veio autografado, \0/\0/\0/.
“Outono de Sonhos” é o primeiro volume da Série Foi Assim que te Amei. Lançado pela Novo Século em 2011, com 360 páginas. A capa é linda e tem muita relação com a trama. Fiquei feliz por já termos o “Inverno de Cinzas” nas prateleiras. Espero que “Primavera de Cores” e “Verão de Conquistas” não demorem e sejam lançados o mais breve, se possível ainda esse ano, hehe.
Bem, essa é uma resenha difícil de fazer... Como colocar no papel o quanto se gostou de uma trama? O quanto ela mexeu com suas emoções e te emocionou? Vou tentar fazê-lo nas próximas linhas, =D
Como exposto na sinopse, a trama gira em torno da jovem Helen, caloura na UFSC, no curso de Letras. Na universidade Helen faz alguns amigos: Sarah uma jovem alegre, faz o mesmo curso que a nossa protagonista e por terem muitas afinidades tornam-se melhores amigas em pouco tempo (lembrei de uma grande amiga devido a relação das duas ser bem sincera); Álex um jovem veterano em Engenharia Civil, bonito, atleta e Diego veterano também, sempre está com o Álex, divertido, alegre e vive tentando arrumar uma namorada, rsrs.
Helen tem um grande talento para a escrita e por isso é convidada a continuar um projeto da revista da universidade, chamado “O Príncipe e a Plebeia”. Pois o autor da coluna, Andrew Gamberini, sofreu um acidente há um ano e consequentemente afastou-se da universidade e de todos os alunos, exceto de seus amigos de infância: Richard e Alan.
Os amigos do Andrew são lindos. São aqueles meninos que deixam suspiros por onde passam, mas o que me fez gostar deles não foi esse detalhe, mas o cuidado e atenção que dedicam ao Andrew. Richard é atencioso, prestativo, pé no chão, aquele amigo de todas as horas, já o Alan não fica atrás, é um bom amigo, mas tem o gênio mais explosivo e Richard sempre o tira de uma futura briga. Ambos são atletas.
Quando Helen começa o projeto é que os sonhos começam. A trama te faz refletir sobre amor, fé e esperança. É emocionante ver o amor tomar forma e crescer na vida da protagonista. Em alguns momentos ela age com insegurança e imaturidade, em outros você se surpreende com ações maduras para a idade dela, que só podem ser frutos da sua fé e amor.
Por mais resenhas que já tenha lido, nenhuma se comparou à leitura do mesmo. Já esperava uma trama emocionante, a maioria comentou que chorou muito e tals, não fui às lágrimas, mas mesmo assim me surpreendi com a escrita da Adriana. Parecia que estava presenciando aqueles momentos, vendo as conversas das meninas, caminhando pelos corredores da UFSC...
Se você quer ler uma trama emocionante, envolvente e original leia “Outono de Sonhos”!
Desculpem pelo tamanho da resenha, mas não tinha como resumir mais a trama, rs. Até o próximo mês com o tema “livros citados em filmes”.
Fiquem com Deus!
Gladys Sena.

E então amigos, o que acharam? Eu ainda não tive o prazer de ler o livro, e meu interesse por ele só aumenta.
Como eu disse, esta resenha também está participando do nosso "Sua Dica Vale um Livro II", a lista de participantes agora está assim:


Quer participar da promoção também? Então faça como a turminha acima relacionada, mande sua resenha para o blog até o dia 30/04 e boa sorte!
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#Resenha Ensaio sobre a Cegueira


Oi amigos, olha a Gladys aqui novamente para falar de mais uma leitura dela para o Desafio Literário 2013. Vamos ver o que ela escolheu desta vez...


Oi pessoal, tudo bem? 
Andei um período sumida não é mesmo? Mas foi por uma causa justa, estava terminando a graduação, \0/  
Para o tema do mês de setembro escolhi: Ensaio sobre a Cegueira de José Saramango. 
Ensaio sobre a Cegueira - José Saramango
312 páginas - Editora Companhia das Letras


Vi a adaptação na época do lançamento e já fiquei chocada com algumas cenas. Lembro que ao sair do cinema, comentei com minha amiga sobre algumas partes em particular. Ao ler, lembrei de algumas cenas já esquecidas, mas a leitura, como na maioria das vezes, é mais detalhada e consequentemente mais forte e chocante.  
Como a sinopse salienta, é um mal que se alastra pela sociedade sem deixar pistas, apenas um rastro branco. Isso mesmo, é uma cegueira branca! As pessoas atingidas não "veem" escuro, pelo contrário, é como se estivessem em uma névoa leitosa.  
A trama começa com o primeiro atingido, o motorista, e como o mesmo contaminou as primeiras pessoas. Como o 'governo' não tem o quê fazer, coloca os cegos em um manicômio abandonado para viverem em quarentena. Mas no meio destes está uma pessoa que não cegou: a mulher do oftalmologista que atendeu ao primeiro cego (o motorista). Ela simplesmente vai para a quarentena por não querer deixar o marido a própria sorte, sempre as mulheres sendo mártires!  
A principio os cegos conseguem se virar como podem, pois são poucos e há espaço no manicômio. Mas a partir do momento que o 'mal branco' se espalha e o governo sem o menor escrúpulo, joga, literalmente, todos que cegam no mesmo espaço físico, o caos está implantado.  
Não tem como se afeiçoar a nenhum personagem. Pois devido ao total abandono, as faltas de regras e controle por parte de pessoas que enxerguem para ajudar os cegos, o lado ruim e perverso dos humanos aflora como se fossem bestas selvagens no isolamento. 
E quando você acha que o pior aconteceu no isolamento, Saramago faz uma reviravolta e tudo o que se tinha lido, torna-se fichinha diante da escrita minuciosa dos demais fatos descritos pós quarentena  
Se vocês não gosta de leitura forte, impactante, que te arranque da zona de conforto não leia essa obra. Tente assistir ao filme primeiro, se conseguir chegar até o final, pode passar para a leitura, mas mesmo assim prepare-se!  
Algo que me incomodou e atrapalhou um pouco o ritmo da leitura, a escrita é Português de Portugal, muitas palavras desconhecidas e a falta de travessão ou algo que identificasse ser um diálogo. Saramago usa vírgulas e com isso temos parágrafos enormes e se você se descuidar um pouco perde o sentido do mesmo. 
Os olhos da esposa do oftalmologista são os olhos do leitor. E por várias vezes naquele ambiente, ela desejou estar cega como os demais...   
Com certeza é uma leitura reflexiva. Não tem como não imaginar se algo semelhante acontecesse nos dias atuais, o que seria da nossa sociedade?! De acordo Saramago, seria horripilante!!! 
Fiquem com Deus e até a próxima. 
    
Gladys Sena.

P.S.: Essa resenha também foi publicada no “Cantinho da Gladys”. 


Então amigos, o que acharam? Alguém aqui é fã do Saramango? Eu ainda não conheço o trabalho do autor, mas sempe ouço falar muito bem dele. Obrigada Gladyspor mais uma vez dividir sua opinião conosco.

#Resenha A Senhora do Jogo


Oi amigos, hoje temos mais uma resenha da nossa amiga Gladys para o Desafio Literário 2013, vamos conferir o livro que ela escolheu para agosto?

A Senhora do Jogo - Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe
461 páginas -  Editora Record

Olá pessoal, tudo bem?
Consegui esse livro em uma troca, seria meu primeiro contato com a escrita do Sidney Sheldon, mas fui enganada. Como podem ver na capa, temos o nome do Sidney em letras garrafais, mas quem escreveu a trama foi a Tilly Bagshawe, já que o Sidney faleceu em 2007 e a sua família pediu que a Tilly continuasse com a saga da família Blackwell. Jogada de marketing da editora, mas não achei de bom tom para com os leitores. Só descobri isso no final da leitura.
Enfim, essas 461 páginas ainda não me fizeram conhecer a essência da escrita do Sheldon, mas ainda dá tempo, né!
Essa trama é continuação de um dos maiores sucesso do autor “O reverso da medalha”, mas consegui lê-la sem problemas, é possível compreendê-la sem a leitura da anterior.
Bem, a família Blackwell é ‘o orgulho americano’. Extremamente ricos, donos de um império gigantesco e possuidores de um carisma ímpar. O clã dos Blackwell é dividido em 2 ‘alas’, se podemos chamar assim.
Alexandra e Eve são irmãs gêmeas e com vidas completamente distintas. A trama gira em torno dos seus herdeiros: Lexi Templeton e Max Webster. Apenas um deles pode assumir a gigantesca empresa Blackwell, quando atingir a maioridade.
Eve é uma mulher amargurada, que faz de tudo, tudo mesmo, para que seu filho Max conquiste a presidência da empresa, mas Lexi é uma adversária altamente qualificada.
A vingança está presente em quase todos os personagens. Eve com a sua sede de vingança manipula Max desde a sua infância, fazendo com que o filho desenvolva uma relação paranoica com ela. Lexi vinga-se várias e várias vezes ao longo da trama e isso quase chega a destruí-la.
A trama é interessante, mas não gostei dos excessos de conotação sexual na trama. São totalmente desnecessários e por várias vezes pulei alguns parágrafos por chegar a vulgaridade. Não consegui me afeiçoar por nenhuma das personagens, são bem construídas, mas excessivamente problemáticas.
O final não me convenceu, a solução dada pela autora pareceu surreal e mal desenvolvida.
Não sei como classificar essa trama, não é suspense, não é romance, não é drama...
Ganhou 2 estrelas e está de muito bom tamanho! Não recomendo para ninguém.
Fiquem com Deus e até o próximo mês.
Gladys Sena.

#Resenha: Os Olhos Amarelos dos Crocodilos de




Oi amigos, vamos conhecer hoje mais uma resenha da Promoção "Resenha do Leitor"?  A resenha de hoje é da nossa amiga Gladys Sena, vamos conferir o que ela nos mandou?


Os Olhos Amarelos dos Crocodilos - Katherine Pancol
464 páginas - Editora Suma de Letras

Continuando o tema do mês de julho, minha segunda escolha foi o livro “Os Olhos Amarelos dos Crocodilos” de Katherine Pancol.
Conheci esse livro pesquisando pela net e vi em algum blog um comentário, que nem lembro muita coisa, mas despertou a minha curiosidade. A sinopse faz alusão a uma trama familiar, entre duas irmãs e o contraste social em que vivem.
Imaginava eu, que o título fosse uma metáfora que seria explicada ao longo da trama, mas não. Existem crocodilos, realmente, nessa trama!
Katherine criou personagens bem complexos, não consegui me afeiçoar por nenhum. Quando sentia uma pontinha de simpatia por algum, ele ou ela aprontava alguma coisa e ia pelo ralo abaixo toda a minha afeição... outros em momento algum despertaram alguma afeição, só animosidade, argh!
Bem, vamos à trama! Joséphine e Íris são irmãs, filhas de Henriette (vulgo cabo de vassoura, quem fizer a leitura entenderá) que é viúva e está no seu segundo casamento com Marcel.
Íris (44 anos) é a mais velha e a perfeição em pessoa. Adorada pela mãe, casada com Philippe Dupin, escandalosamente rico, possuem um único filho: Alexandre (10 anos), que é ignorado por ambos os pais. Em contraste a tudo isso, temos Joséphine (40 anos), sem nenhuma autoestima, casada com Antoine, um desempregado que vive nas nuvens com mania de grandeza, querendo encontrar a sua “grande chance” de enricar aos 40 anos, possuem 2 filhas: Hortense (14 anos) a primogênita, terrivelmente egoísta e Zoé (10 anos), a caçula meio abobalhada para a idade. Dois mundos completamente opostos, não é mesmo?
A trama começa com Antoine abandonando o lar. Tonio, como gosta de ser chamado, culpa a esposa por seu fracasso e resolve ir morar com a manicure Mylène. Jo que é o antônimo do significado de autoestima, simplesmente desmorona. Ela é tão pra baixo que nem consegue lidar com a filha mais velha, tem medo de Hortense! Senti raiva de Jo muitas vezes, ela é muito lerda e mole, aff!
Íris vive uma vidinha bem frívola. Ninguém sabe que seu casamento desce ladeira abaixo de forma vertiginosa. E em um desses jantares da alta sociedade, conta a mentira que está escrevendo um livro. E quem ouve isso?! Um grande editor, que logo fica animadinho e oferece seus serviços para a mesma. Para azar de Íris a “novidade” se espalha como fogo nas florestas secas dentro da alta sociedade e logo ela se viu encurralada, sem saber o quê fazer.
Como Jo é pesquisadora do Centro Nacional para a Pesquisa Científica, especializada no século XII, Íris faz a proposta para a irmã ser uma ‘ghost writer’, escrever a trama em troca de 50 mil euros. Imagine como ficou a cabeça de Jo?! Abandonada pelo
marido, tendo que criar 2 filhas, morando no subúrbio e ainda por cima com uma dívida alta no banco, pois Tonio fez um empréstimo na conta conjunta deles e caiu no mundo!
Com toda a sua vergonha peculiar, Jo aceita e mergulha de cabeça na pesquisa.
O livro é dividido em 5 partes, mas a autora não deu título a essas partes, achei estranho. É apenas: primeira parte, segunda parte e assim por diante.
Existem outros personagens como Henriette e Marcel, casados por conveniência e dinheiro, muito dinheiro. Henriette é a pior personagem, a criatura é horrível! Marcel também não é flor que se cheire, deixou-se dominar pela esposa, mas a trai há anos.
A personagem que mais me agradou ao longo da trama, foi Shirley, vizinha de Jo. Ela tem um grande segredo e consegue escondê-lo muito bem, até a autora decidir nos revelá-lo. É a única pessoa que realmente valoriza Jo. Tem um filho Gary (15 anos), com quem tem uma relação aberta até demais. Shirley não é uma mãe convencional, mas muito protetora.
São 458 páginas e a trama só toma rumo depois de umas cento e poucas páginas. A escrita da Katherine é para um leitor mais adulto, mas não pense que é hot, longe disso. Mas pela densidade dos seus personagens, por aquilo que ela escreve nas entrelinhas. É uma leitura que deve ser feita aos poucos, são muitos conflitos, muitas criticas a sociedade em que vivemos, muitos segredos jogados para debaixo do tapete e muitas máscaras usadas há tanto tempo, que parece que virou a própria face real do personagem.
Algo que achei bom: a construção do livro de “Íris”. Temos duas leituras em uma aqui. Acompanhamos todo o processo de criação, o desenrolar dos personagens, suas características. Pensei que Jo faria o livro e só. Mas a autora nos proporcionou esse momento e apreciei bastante!
Ao terminar essa leitura fiquei com algumas dúvidas. Achei que alguns personagens mereciam mais explicações para o seu final. Por exemplo, Jo, ela amadurece, mas fiquei pensando o que Jo fará com esse amadurecimento? E tantas outras questões que não posso mencionar, pois seria spolier.
Fui pesquisar para saber mais da autora e para minha tristeza, ou não, descobri que é uma trilogia. Ow gente, eu sempre comento que fugo de séries. Evito mesmo, mas não tem jeito, sempre caio em alguma, aff! O segundo livro já foi lançado, mas não aqui, como sempre!!! Chama-se “A Valsa Lenta das Tartarugas”, esquisito né? Só tem na Cultura pela bagatela de R$ 102,00. Vai adquirir? Quanto a mim esperarei as tartarugas saírem da Europa e aportarem por aqui, quem sabem dançando uma polca? Rsrs
Fiquem com Deus e até o próximo mês.
Gladys Sena.


Então, o que acharam do livro e da resenha? Mais um livro que eu ainda não li aliás, como podem ver, este livro faz parte do Desafio Literário que ela está participando junto comigo. Além disso, esta resenha está participando com o nº 08 da promoção "Resenha do Leitor", e se você quiser participar também, mande sua resenha para o e-mail do blog. Aproveite e confiram as resenhas que já estão participando:


#Resenha: A Vida em tons de cinza


Oi amigos, hoje tem mais uma resenha enviada pela nossa amiga Gladys para o Desafio Literário 2013 que ela está participando comigo. Vamos ver o que ela escolheu para o mês de julho?

Resenha A Vida em tons de cinza - Ruta Sepetys
240 páginas - Editora Arqueiro

Olá pessoal, como estão?
O tema para julho foi o seguinte: cor ou cores no título. Observando minha querida estante, encontrei dois livros e pretendo lê-los. Um já consegui e vamos conferir a minha impressão de “A Vida em Tons de Cinza”.
Comprei esse livro no ano passado e não sabia nada do mesmo. Costumo fazer isso, rsrs. Basta o título, uma capa diferente, uma premissa instigante que já desperta a minha curiosidade. Com esse, o fator motivador foi a trama ter como pano de fundo a guerra.
A guerra retratada possui poucas alusões na mídia, eu mesma não tinha noção dos horrores que os países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) sofreram com a anexação a União Soviética.
A trama gira em torno da família Vilkas, uma família comum que reside na Lituânia. Composta de pai, mãe e dois filhos: Kostas, Elena, Lina (14 anos) e Jonas (9 anos), respectivamente. Nada mais comum, não é mesmo? Mas que tem suas vidas literalmente arrancadas de suas mãos na noite de 14 de junho de 1941.
Mas o que eles fizeram para a NKVD, futura KGB, invadir a sua casa em plena noite, roubar seus sonhos e projetos de vida? Nada! Absolutamente nada! Apenas o infortúnio de viver sob a mira de Stalin.
A família é separada do pai e jogada em vagões de trens para destinos distintos. É nesse vagão que Lina conhece vários personagens que irão acompanha-la até as últimas páginas da trama.
Lina era uma adolescente que sonhava em ser artista, possuía um dom para desenhar e iria estudar em uma escola especializada. Em uma determinada parada do trem, ela consegue escapar do seu vagão e acha o vagão que transportava o seu pai e o mesmo pede que ela faça desenhos e dê um jeito de entregar a outros lituanos para que de alguma forma cheguem até ele e possa, assim, saber onde estão e poder reencontrá-los. Uma gota de esperança diante do mar de incertezas que giravam em torno da nossa protagonista. Após essa parada, o vagão que transportava os homens adultos, foi tirado e anexado a outro trem e essa foi a visão que Lina teve do seu querido pai, por muito tempo.
O vagão que transportava Lina e uma parte de sua família era ocupado por mulheres, idosos e crianças. A mãe de Lina sabia russo e conseguiu ler a frase estampada nos vagões: PROSTITUTAS E LADRÕES.
Imagine a cabeça das pessoas ao serem tachadas assim. Pessoas que vivam em honestidade com a sociedade, o pai de Lina era professor universitário! Os vagões estavam lotados de pessoas honradas e honestas, que não entendiam a dimensão daquela situação para o resto de suas vidas.
Enfim, após passar por sérias adversidades dentro do vagão apinhado de pessoas, chegam a uma localidade e descobrem que os soviéticos estão vendendo-os como escravos.
Nessas fazendas o horror só aumenta. Se você não tiver “estômago” não leia esse livro. Pois, depois de todas as situações humilhantes e degradantes que os personagens vivem, alguns ainda foram transferidos para outra localidade, muito pior do que essa.
Não posso contar mais da trama, mas acredito que já deu para entender o teor dessa leitura. Impossível não se enojar/revoltar com a maldade humana. Como não se emocionar ao ler a que ponto os seres humanos chegam para defender a sua vida e seus entes queridos.
Os personagens são fictícios, não sei se fico triste ou feliz por isso. Feliz por saber que aquelas pessoas retratadas tão detalhadamente não viveram todo esse horror e triste pois, gostaria de saber que entre os sobreviventes de toda essa loucura humana de Hitler e Stalin, estão presentes Lina, sua família e outros personagens queridos.
Termino com o mesmo pedido da autora Ruta Sepetys:
“Por favor, pesquisem a respeito. Contem a alguém. Esses três minúsculos países nos ensinaram que o amor é a mais poderosa das armas. O amor nos revela a natureza realmente milagrosa do espírito humano.”
Até a próxima leitura, fiquem com Deus!
Gladys Sena.



Eu ainda não li este livro, e vocês, já leram? O que acharam?
Ah, esta resenha já está fazendo parte da Promoção Resenha do Leitor e estará concorrendo o o nº 02.






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#Resenha: A Menina Que Não Sabia Ler


Oi amigos, hoje a resenha do Desafio Literário 2013 é da nossa querida amiga Gladys e é referente ao mês de junho. Vamos ver o que ela escolheu para o mês:

A Menina Que Não Sabia Ler - John Harding
220 páginas - Editora Leya

Olá pessoal, tudo bem?
Peço desculpas a minha amiga Rose e a vocês pela demora em enviar essa resenha, pois foi difícil “digerir” a leitura.
Tenho um pouco de dificuldade em classificar algumas leituras, são tantos estilos e sub estilos que, sinceramente, em alguns fico confusa, rsrs.
Para junho, precisei consultar a lista de indicados no site do desafio literário 2013. Diante das opções, a minha escolha para o mês era outra, mas como o mês foi mais corrido do que esperava, resolvi pegar um livro com menos páginas, para poder lê-lo na última semana de junho. Não disse que foi um mês agitado???
A trama em alguns pontos me deixou confusa, a começar pelo título. Na primeira página já sabemos que a protagonista, Florence, aprendeu a ler sozinha. Autodidata a menina heim!
Fui pesquisar e descobrir que o título original é "Florence and Giles". Com certeza tem bem mais relação com a trama, visto que Florence e Giles são meio irmãos e tudo que ocorre no decorrer da trama é devido ao parentesco dos dois.
Florence e Giles são órfãos e moram em uma casa batizada de “Blithe House”, acho interessante os ingleses darem nomes as suas residências. Ao longo da trama a protagonista se refere à residência pelo “nome” e até parece que está falando de uma pessoa e não de um local. Coisas de ingleses, hehe.
Voltando a trama, Florence e Giles moram com alguns empregados em Blithe House custeados pelo tio, que não aparece hora nenhuma. Apenas faz-se menção do sujeito, mas ele é uma incógnita.
Os meninos vivem praticamente abandonados à própria sorte, principalmente Florence que não foi alfabetizada de propósito, a mando do tio misterioso. Para entender melhor esse contexto, pense na sociedade da Nova Inglaterra de 1891, época em que se passa a trama.
Nesse mundinho restrito Florence descobre a biblioteca da casa. Nessa parte fiquei bem interessada, pois a menina aprendeu a ler assim. Fiquei pensando, será que conseguiria esse feito também? Aprender a ler, e até outros idiomas, só percebendo os sons das letras e observando quando alguém escreve... Isso me fez refletir bastante.
Mas Florence não pode usufruir da leitura abertamente, já que o tio “Gasparzinho”, rsrs, nem pode sonhar com uma sobrinha alfabetizada. Não contarei o porquê dessa decisão extremista por parte do tio.
Nossa protagonista tem que fazer várias peripécias para adentrar a biblioteca e usufruir de seus deleites literários. Como Florence vive negligenciada é claro que consegue
fazê-lo. Mas seus momentos literários sofrem ameaças, pois o único vizinho que se preocupa em visitá-los é apaixonado por Florence e quer vê-la todos os dias.
Nem preciso dizer que entre a biblioteca e Théo, o pobrezinho perde feio, né! Senti pena desse menino em várias ocasiões. Acho que foi o personagem que mais gostei. Mas você pode estar se perguntando: - Mas como assim?! E Florence, não foi a preferida? Respondo: - Definitivamente não!
Florence é uma personagem diferente de tudo que já li. Assim que descobri que ela sabe ler e ainda cita vários autores e suas obras, pensei que gostaria muito da mesma, mas depois das suas ações e principalmente do final, minha simpatia por ela desvaneceu.
Giles não tem a sua educação negligenciada, pelo contrário, é muito incentivado a estudar. Tanto que é enviado a um colégio interno. Mas não é tão dotado como sua meio irmã e então é devolvido para Blithe House e aconselhado a estudar com um tutor.
Nesse interim, o tio “incógnita” contrata uma preceptora, em Londres, e a envia para educar Giles. A princípio as crianças não gostam da ideia, mas aceitam a situação, só que ocorre um contratempo, não contarei qual (leiam para saber, haha) e uma nova preceptora é enviada para Blithe House.
É agora que a trama ganha forma! Florence deixa transparecer a sua personalidade inusitada. Algo que não esperava nessa trama, foi a nuance sobrenatural que o autor inseriu. Acho que foi isso que não me fez curtir a trama, as coisas meio que desandaram e ficou surreal.
Ao ler a sinopse esperava algo totalmente diferente. Fiquei decepcionada... Com a sensação de que, quem fez a sinopse não leu o livro!
Terminei a leitura com vários questionamentos e sem respostas. Para saciar minha curiosidade só se o autor fizesse uma continuação, mas acredito que não irá acontecer. Em minha opinião, o autor criou tudo propositalmente para que o leitor ficasse realmente com todas essas interrogações no final da trama.
Enfim, “A Menina que não sabia ler” é uma leitura diferente, densa e até assustadora em alguns momentos. Se o objetivo do autor, era criar algo diferente do que vemos ultimamente, conseguiu. Mas é uma pena que se perdeu nessa “viagem” toda. Poderia ter respondido aos questionamentos da sinopse e os demais que surgem no desenrolar da trama.
É um livro que gostaria que fosse adaptado para os cinemas. Creio que sua fórmula se adaptasse melhor as telonas do que as páginas, mas é apenas a minha opinião e não quer dizer que seja a correta, não é mesmo? ;)
Bem, é isso! Espero que tenha conseguido passar minha impressão dessa leitura e gostaria de saber a opinião de vocês! Leram ou pretendem ler?
Fiquem com Deus e até a próxima leitura.
Gladys Sena.

É um prazer receber suas resenhas. Eu ainda não li este livro, mas sempre vejo comentários bem positivos sobre ele. E vocês, já leram? O que acharam?
Ah, esta resenha já está fazendo parte da Promoção Resenha do Leitor e estará concorrendo o o nº 01.









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Desafio Literário 2013 #ByGladys


Oi amigos, a resenha de hoje do Desafio Literário 2013 vem da nossa amiga Gladys Senna que como vocês sabem, topou fazer comigo este desafio e postar suas resenhas aqui no blog. Vamos conhecer o livro que ela escolheu para o mês de maio?

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Olá pessoal, tudo bem? Espero que estejam todos bem e lendo bastante, =D
Em maio o tema selecionado para o desafio foi o seguinte: livros citados em filmes. Pois bem, aproveitei o ensejo e escolhi ‘Orgulho e Preconceito’, que já estava em minha listinha de desejados há tempooos, J
Gostaria muito de dizer que foi uma leitura maravilhosa, mas infelizmente não passou de apenas razoável.
Foi impossível não fazer comparações com o filme, pois a adaptação foi muito bem feita. Está muito parecida com o original, muito mesmo! Na verdade o livro possui mais detalhes, é claro! O filme em nada fugiu à trama, captou a essência de cada personagem.
Talvez por já ter assistido ao filme ‘n’ vezes e saber de ‘cor e salteado’ todas as partes da trama, a leitura perdeu aquele sabor de novidade, sabem como é? A cada página virada, não via nada de novidade, era como se fosse uma releitura e nada emocionante.
Já tinha lido que a trama é uma crítica aos padrões da época, mas não imaginava que seria tão ácida. Quem já assistiu ao filme, viu que a família de Elizabeth Bennet, nossa protagonista, é completamente desajustada. O pai é ausente, a mãe só pensa em casar suas filhas a todo e qualquer custo, as irmãs com temperamentos bem diferentes. Mas no livro os desajustes são bem maiores, tive pena de quem vivia no meio daquela família.
Naquela época aconteciam muitos bailes, acredito que era a diversão maior da sociedade, devido a importância que os mesmos possuem no desenrolar da trama. Em meio a esse contexto que Lizzy Bennet, apelido de Elizabeth, conhece o senhor Darcy e seu amigo senhor Bingley.
A princípio pensava que o orgulho ficava por conta do Sr Darcy e o preconceito da Lizzy, mas ao ler a trama percebemos que esses dois elementos permeiam a todos os personagens. Em algum momento da trama os personagens agem com orgulho ou com preconceitos.
O que salvou a leitura foram os diálogos de Lizzy com o Sr Darcy e as tiradas ácidas do pai de Lizzy em relação a sua esposa e familiares.
Já deu para perceber que gostei mais da adaptação, mas não desmereço o valor do livro. Como já comentei anteriormente, talvez o fato de ter assistido antes tenha atrapalhado... enfim leiam e tirem as suas próprias conclusões, ;)
Até o próximo mês e fiquem com Deus.
Gladys Sena










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Sua Dica Vale um Livro II: #30




Oi amigos, estamos nos últimos dias para você mandar sua resenha e concorrer a um livro oferecido pela Editora Novo Conceito. Então não perca tempo, pois só serão aceitos resenhas enviadas até o dia 30/04. Agora vamos a resenha de hoje que foi enviada pela nossa querida amiga "Gladys Senna". Na verdade, a resenha também é do "Desafio Literário 2013" que estamos participando. Vamos ver o que ela separou para nós desta vez?


Outono dos Sonhos - Adriana Brazil
360 páginas - Editora Novo Século

Olá pessoal, como estão? Espero que estejam todos bem, ;)
Como mencionei na resenha de “O Fim do Verão”, separei dois livros para o desafio desse mês e estou muiiiito feliz, pois consegui lê-los e ambas as leituras me agradaram!
Imagino que a maioria já deve ter lido pelo menos uma resenha de “Outono de Sonhos”, pois a Adriana é uma autora nacional que tem parceria com vários blogs literários. O meu volume ganhei em uma promoção no ano passado e veio autografado, \0/\0/\0/.
“Outono de Sonhos” é o primeiro volume da Série Foi Assim que te Amei. Lançado pela Novo Século em 2011, com 360 páginas. A capa é linda e tem muita relação com a trama. Fiquei feliz por já termos o “Inverno de Cinzas” nas prateleiras. Espero que “Primavera de Cores” e “Verão de Conquistas” não demorem e sejam lançados o mais breve, se possível ainda esse ano, hehe.
Bem, essa é uma resenha difícil de fazer... Como colocar no papel o quanto se gostou de uma trama? O quanto ela mexeu com suas emoções e te emocionou? Vou tentar fazê-lo nas próximas linhas, =D
Como exposto na sinopse, a trama gira em torno da jovem Helen, caloura na UFSC, no curso de Letras. Na universidade Helen faz alguns amigos: Sarah uma jovem alegre, faz o mesmo curso que a nossa protagonista e por terem muitas afinidades tornam-se melhores amigas em pouco tempo (lembrei de uma grande amiga devido a relação das duas ser bem sincera); Álex um jovem veterano em Engenharia Civil, bonito, atleta e Diego veterano também, sempre está com o Álex, divertido, alegre e vive tentando arrumar uma namorada, rsrs.
Helen tem um grande talento para a escrita e por isso é convidada a continuar um projeto da revista da universidade, chamado “O Príncipe e a Plebeia”. Pois o autor da coluna, Andrew Gamberini, sofreu um acidente há um ano e consequentemente afastou-se da universidade e de todos os alunos, exceto de seus amigos de infância: Richard e Alan.
Os amigos do Andrew são lindos. São aqueles meninos que deixam suspiros por onde passam, mas o que me fez gostar deles não foi esse detalhe, mas o cuidado e atenção que dedicam ao Andrew. Richard é atencioso, prestativo, pé no chão, aquele amigo de todas as horas, já o Alan não fica atrás, é um bom amigo, mas tem o gênio mais explosivo e Richard sempre o tira de uma futura briga. Ambos são atletas.
Quando Helen começa o projeto é que os sonhos começam. A trama te faz refletir sobre amor, fé e esperança. É emocionante ver o amor tomar forma e crescer na vida da protagonista. Em alguns momentos ela age com insegurança e imaturidade, em outros você se surpreende com ações maduras para a idade dela, que só podem ser frutos da sua fé e amor.
Por mais resenhas que já tenha lido, nenhuma se comparou à leitura do mesmo. Já esperava uma trama emocionante, a maioria comentou que chorou muito e tals, não fui às lágrimas, mas mesmo assim me surpreendi com a escrita da Adriana. Parecia que estava presenciando aqueles momentos, vendo as conversas das meninas, caminhando pelos corredores da UFSC...
Se você quer ler uma trama emocionante, envolvente e original leia “Outono de Sonhos”!
Desculpem pelo tamanho da resenha, mas não tinha como resumir mais a trama, rs. Até o próximo mês com o tema “livros citados em filmes”.
Fiquem com Deus!
Gladys Sena.

E então amigos, o que acharam? Eu ainda não tive o prazer de ler o livro, e meu interesse por ele só aumenta.
Como eu disse, esta resenha também está participando do nosso "Sua Dica Vale um Livro II", a lista de participantes agora está assim:


Quer participar da promoção também? Então faça como a turminha acima relacionada, mande sua resenha para o blog até o dia 30/04 e boa sorte!
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