#Resenha A Pérola Que Rompeu A Concha

Oi amigos, demorei, mas hoje venho com mais uma resenha de um livro lido para o Clube de Leitura Editora Arqueiro. Um livro muito bom e que mexe com nossas emoções. Entendam os motivos.

A Pérola que Rompeu a Concha - Nadia Hashimi448 páginas - Editora Arqueiro
Ano passado, através de um livro pedido pela escola dos meus filhos (A Outra Face - História de uma Garota Afegã), tomei conhecimento da prática usada por mulheres afegãs em se vestirem de homens. Claro que entre os dois livros existe uma grande diferença na abordagem dos fatos, mas o ponto principal é que em ambos os enredos e na maioria dos casos da vida real, esta prática está aliada a necessidade e porquê não afirmar sobrevivência?
Neste livro vamos acompanhar a história de Rahima e suas irmãs, que assim como todas do sexo feminino são oprimidas pelo Talibã, tendo o direito mais básico do ser humano, o de ir e vir, sendo negado.
As meninas não podem nem mesmo frequentarem a escola. E isso é apenas umas das muitas privações que a pessoa do gênero feminino passa em um país que a vê e trata como objeto sem valor.
Apesar disso, e do medo que impera, Rahima vê a chance de estudar, sair a rua e até mesmo ajudar no sustento de casa quando passa a se vestir como homem, o antigo costume afegão chamado "Bacha Posh"
Curiosamente, este mesmo costume que obriga as meninas a assumirem um gênero que não é seu, a se portarem como meninos, obrigam que estas mesmas meninas, que muitas vezes se viram obrigadas a se passarem por meninos, façam isso apenas até atingirem a puberdade. Em outras palavras, até atingirem a idade de se casarem.
Este é o tempo que Rihama. Curiosamente ela não foi a primeira da família a adotar este costume. Sua trisavó Shekiva, já trilhou este mesmo caminho. Em comum estas duas mulheres, tão distantes no tempo uma da outra, tem a impotência de verem suas vidas tolhidas por serem mulheres.
Mas, ambas carregam em si a coragem e o desejo de serem livres e donas de seus destinos e escolhas. Uma história que mexe com todos que a lê, principalmente por sabermos que de fato existem milhares de Rihamas, em pleno século XXI, sujeitas ao machismo exacerbado e a uma violência descabida, sem terem o mínimo de direito de reclamarem ou mesmo se defenderem.
Uma história para ler, sentir, chorar e refletir, seja você mulher ou homem.

Para finalizar, vou deixar com vocês o Book Trailer do livro:

*Quotes retirados do Instagram da Editora
** Livro enviado em cortesia pela Editora

#Resenha A Pérola Que Rompeu A Concha

Oi amigos, demorei, mas hoje venho com mais uma resenha de um livro lido para o Clube de Leitura Editora Arqueiro. Um livro muito bom e que mexe com nossas emoções. Entendam os motivos.

A Pérola que Rompeu a Concha - Nadia Hashimi448 páginas - Editora Arqueiro
Ano passado, através de um livro pedido pela escola dos meus filhos (A Outra Face - História de uma Garota Afegã), tomei conhecimento da prática usada por mulheres afegãs em se vestirem de homens. Claro que entre os dois livros existe uma grande diferença na abordagem dos fatos, mas o ponto principal é que em ambos os enredos e na maioria dos casos da vida real, esta prática está aliada a necessidade e porquê não afirmar sobrevivência?
Neste livro vamos acompanhar a história de Rahima e suas irmãs, que assim como todas do sexo feminino são oprimidas pelo Talibã, tendo o direito mais básico do ser humano, o de ir e vir, sendo negado.
As meninas não podem nem mesmo frequentarem a escola. E isso é apenas umas das muitas privações que a pessoa do gênero feminino passa em um país que a vê e trata como objeto sem valor.
Apesar disso, e do medo que impera, Rahima vê a chance de estudar, sair a rua e até mesmo ajudar no sustento de casa quando passa a se vestir como homem, o antigo costume afegão chamado "Bacha Posh"
Curiosamente, este mesmo costume que obriga as meninas a assumirem um gênero que não é seu, a se portarem como meninos, obrigam que estas mesmas meninas, que muitas vezes se viram obrigadas a se passarem por meninos, façam isso apenas até atingirem a puberdade. Em outras palavras, até atingirem a idade de se casarem.
Este é o tempo que Rihama. Curiosamente ela não foi a primeira da família a adotar este costume. Sua trisavó Shekiva, já trilhou este mesmo caminho. Em comum estas duas mulheres, tão distantes no tempo uma da outra, tem a impotência de verem suas vidas tolhidas por serem mulheres.
Mas, ambas carregam em si a coragem e o desejo de serem livres e donas de seus destinos e escolhas. Uma história que mexe com todos que a lê, principalmente por sabermos que de fato existem milhares de Rihamas, em pleno século XXI, sujeitas ao machismo exacerbado e a uma violência descabida, sem terem o mínimo de direito de reclamarem ou mesmo se defenderem.
Uma história para ler, sentir, chorar e refletir, seja você mulher ou homem.

Para finalizar, vou deixar com vocês o Book Trailer do livro:

*Quotes retirados do Instagram da Editora
** Livro enviado em cortesia pela Editora

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