#Resenha Nada Escapa a Lady Whistledown #2

Oi amigos, quem já leu a série Os Bridgertons da Julia Quinn, conhece a intrépida Lady Whistledown, a cronista com uma língua ferina, que não poupava ninguém e que mesmo sabendo tudo de todos, ninguém conhecia sua identidade. Pois é, a série dos Bridgertons pode ter acabado, mas ainda podemos ler suas colunas nesta série de contos escritos por 4 talentosas autoras: Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan. Através da coluna da cronista, estas autoras desenvolveram 4 contos interligados com 4 casais diferentes. É ler e se apaixonar.
Nada Escapa a Lady Whistledown - #2 Lady Whistledown  - Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan
320 páginas - Editora Arqueiro
Um Amor Verdadeiro - Suzanne Enoch
Anne Bishop e o marquês Halfurst foram prometidos em casamento ainda crianças, por conta da amizade entre suas famílias. Fora isso, eles nunca tiveram muito contato, ainda mais depois que Maximilian perdeu o pai cedo e teve que assumir os negócios da família que não iam muito bem.
Ele que nunca gostou da falsidade e futilidade que impera na nobreza, não teve dificuldades em se refugiar e se concentrar em sua fazenda em Yorkshire para não só colocar, como também para reerguer tudo que envolvia seu título.
Durante todo este período, ele ficou bem afastado de Londres e por conseguinte de sua noiva, que cresceu e tornou-se uma bela e atraente jovem. 
Anne cresceu em meio aos bailes e ditames de Londres, e como nunca teve notícias de seu noivo, não levava muito a série este futuro casamento. Mas Anne não era nenhuma burra, e se aproveitava do fato de ser noiva para não se ver obrigada pela mãe a arranjar um marido de fato, como todas as outras jovens de sua idade.
Sua vida ia muito bem, do jeito que ela queria, até que uma coluna de Lady Whistledown contou para quem quisesse saber que ela e Sir Royce foram vistos em uma situação um tanto quanto escandalosa para uma moça que estava comprometida com outro homem.
A coluna em questão chegou aos ouvidos, ou melhor, aos olhos do marquês de Halfurst, que percebeu que já havia negligenciado por tempo demais esta parte de sua vida. 
Antecipando sua ida a Londres, Halfurst só tinha um propósito, reafirmar seu compromisso com sua prometida e realizar de uma vez este casamento. Ele só não esperava encontrar em sua chegada, uma moça decidida, que não estava nenhum pouco afim de se enfiar no meio do mato, e muito menos esperava se interessar de verdade pela moça, que era uma bela combinação de beleza e inteligência.
Anne, estava cheia de pretendentes, e para onde Halfurst olhava, algum nobre fazia a corte para sua noiva. Decidido a voltar casado para sua fazenda, ele tinha não só a missão de conquistar de uma vez o coração de sua noiva, como principalmente vencer sua resistência em relação a sua pequena Yorkshire.
Dois Corações - Karen Hawkins
Elizabeth Pritchard teve que aprender cedo a se virar e cuidar de si mesma. Dona de uma inteligência nata e de um humor  mordaz, aprendeu a não se intimidar com opiniões alheias, e a fazer o que quer, dando sua opinião mesmo a quem não estava querendo ouvir.
Liza fez seu próprio dinheiro crescer, e sendo totalmente independente, marido era um quesito que estava longe de suas preocupações, até que percebeu que algo faltava em sua vida. E foi assim que Lady Whistledown contou em sua coluna um possível casamento entre Liza e lorde Durham.
Esta notícia caiu como uma bomba no colo de lady Margaret Shelbourne, amiga mais próxima de Liza, que a tinha como uma irmã. Sem conhecer muito bem quem era lorde Durham e suas verdadeiras intenções em relação a Liza, ela pede ajuda a seu irmão, sir Royce Pemberley, para saber se a notícia era verdadeira e se ambos tinham motivos para se preocuparem com Liza.
A notícia não assustou apenas Margaret, mas também a Royce que estava mais do que acostumado a ter Liza sempre a seu lado, sendo não só sua melhor amiga, como sua confidente.  Era para Liza que ele sempre recorria quando precisava de ajuda ou conselho. Era Liza quem tão bem entendia seu humor e suas atitudes. Era Liza quem não poupava seus ouvidos seja em relação a broncas, seja em relação a qualquer coisa que lhe dizia respeito.
Royce estava acostumado a ter as mulheres a seus pés. Além de dono de um título que chamava atenção, era também dono de uma beleza sem igual e de um carisma que conquistava sem muito esforço. Ele sabia como agradar as mulheres, e não tinha muitos problemas em conquistá-las. O problema era que ele perdia o interesse muito rápido, e não via motivo nenhum a prender-se em um casamento quando podia se divertir por muito tempo ainda.
Por isso, este libertino assumido, não estava conseguindo entender muito bem sua reação em relação a notícia de casamento de sua amiga Liza. Ele não ia deixar que um homem qualquer tirasse Liza de sua vida. Por conta disso, ele estava disposto a cavar bem fundo e descobrir todos os podres deste propenso pretendente, e no meio deste caminho, a colocar um pouco de juízo na cabeça dura de Liza.
O problema era que Durham não era nenhum aproveitador, em compensação, ele e Liza não tinham nada em comum, e Liza iria sofrer se viesse a se casar com ele. Liza precisava de um homem que a aceitasse como ela era, única. E foi neste momento que Royce percebeu que Liza realmente era a única, a única mulher capaz de fazê-lo feliz. E isso era o suficiente para que ele lutasse pelo amor da mulher que morava em seu coração há tantos anos.
Uma Dúzia de Beijos - Mia Ryan
Havia muitos rumores a cerca do Marquês de Darington, mas de concreto mesmo, era seu jeito arrogante, e o fato de ter expulsado a viúva do então Marquês de Darington e sua filha de Ivy Park, o lugar que sempre moraram. 
Na época em que herdou o título, Terrance era um soldado que fora gravemente ferido, e usou Ivy Park para se recuperar de seus ferimentos. Esta decisão acabou custando a saída de lady Caroline Starling (Linney) e sua mãe, fato que nenhuma das duas digeriu ou aceitou muito bem, mesmo já tendo se passado 3 anos.
Agora Darington estava em Londres, e pelo visto, a procura de uma esposa, justamente na mesmo época em que Linney estava para ser pedida em casamento por Ernest Wareing, o conde de Pellering, o que não estava deixando a moça muito feliz.
Terrance e Linney nunca se encontraram e nem tinham ideia do  que acontecia na vida um do outro. Mas este fato mudou quando de forma inesperada eles se conheceram no teatro. O contato foi rápido e eles nem sabiam quem de fato eram, mas foi o suficiente para que ambos ficassem com a imagem um do outro em suas cabeças.
Então já podem imaginar a surpresa que Linney teve quando soube que o dono da covinha charmosa que lhe ajudou era o mesmo que friamente havia lhe expulsado de sua própria casa.
Se de um lado Linney tinha muitos motivos para odiar Terrance, era verdade também que ela estava atraída por ele, sem falar que a simples ideia de casar com Ernest a fazia ter vontade de sentar e chorar.
Mas como poderia pensar em algo de concreto com um homem tão arrogante como Terrance, que sabia apenas dar ordem e que ao mesmo tempo que lhe falava algo doce, também lhe jogava um balde de água fria?
Sem saber dos problemas que Terrance enfrentava por conta das sequelas de seus ferimentos, Linney não estava disposta a ser um joguete nas mãos deste arrogante marquês. Agora Terrance precisava usar sua inteligência para que Linney entendesse que não era arrogância que tinha, mas problemas reais. Ele tinha apenas uma chance, e usaria da forma correta. Só esperava que fosse suficiente para Lenny entendê-lo.
Trinta e Seis Cartões de Amor - Julia Quinn
Susannah Ballister sabia muito bem o que era ir do céu para o inferno em apenas uma temporada. Ela, que fora vista como a joia da temporada londrina de 1813, terminou a temporada se auto-exilando na casa de campo da família, quando seu pretendente, o Sr. Clive Mann-Formsby, o mesmo que a cortejou e esteve a seu lado por praticamente toda a temporada, pediu a mão da Srta. Harriet Snowe em casamento!
Sim, foi o escândalo da temporada e a humilhação pública de Susannah, que pelas línguas ferinas, foi posta em seu devido lugar, pois para eles, ela achava que seria possível conquistar um casamento de ponta, mesmo não tendo um sobrenome de peso.
Agora que o inverno de 1814 estava a todo vapor, e a sociedade estava aproveitando, Susannah percebeu que precisaria de cada gota de seu orgulho para continuar de cabeça erguida diante dos sussurros que aconteciam ao seu redor.
E foi por isso que ela viu com surpresa e desconfiança o convite de David, o conde de Renminster, irmão mais velho de Clive, para uma dança. Justamente o homem que não via com bons olhos um casamento entre ela e o irmão que a preteriu.
David realmente não achava que Susannah e Clive deveriam se casar, mas seus motivos eram bem diferentes do que Susannah imaginava. Para David, seu irmão precisava de uma mulher que precisasse dele, que o fizesse crescer como pessoa, e não uma tão decidida como Susannah.
Por conta disso, e principalmente da atitude irresponsável do irmão em relação aos sentimentos de Susannah, David sentia-se em débito com a jovem. Mas a verdade é que a dança que tiveram fez o conde notar que a jovem tinha muito que lhe interessasse.
Susannah já tivera seu quinhão de sofrimento e humilhação, e não estava disposta a se deixar levar pelo charme de um conde que nunca viria a se casar com ela, mesmo que ambos estivessem se dando tão bem. Ser abandonada por um Mann-Formsby já custara muito caro, ser abandonada por dois, seria o seu fim. Ainda mais quando ela desconfiava que tudo não passava de um jogo de poder entre dois irmãos. 
David sempre fez tudo o que pode para proteger Clive, e talvez este tenha sido o seu erro. Mas Clive não era uma má pessoa, apenas precisava crescer mais como homem. Mas ele não estava disposto a tolerar que o irmão voltasse a se aproximar de Susannah, principalmente agora que estava casado com Harriet, e que ele mesmo estava com o coração nas mãos da jovem Susannah. Mas como lutar contra o poder de atração de Clive parecia exercer sobre todos e até mesmo sobre a mulher que tanto magoara?
David estava disposto a casar com Susannah, mas seria ele capaz de superar o amor que ela tinha pelo irmão? E justamente de onde ele menos esperava, é que surgiu a direção que deveria tomar para ganhar de vez o coração da jovem. Mas isso não seria fácil, mesmo para o conde, que não estava acostumado a ações tão grandiosas e românticas que o momento pedia. Será mesmo?

Mais uma vez as autoras conseguiram amarrar os quatro contos de forma harmoniosa e concreta. Me encantei com todas as histórias de forma diferente, assim como os personagens. É verdade que Anne Bishop do conto Um Amor Verdadeiro, o primeiro do livro, foi uma personagem que me deixou em cima do muro. Ela não é uma personagem chata ou coisa parecida, mas a sua firme decisão de não aceitar Halfurst apenas pelas aparências e pelo fato dele ser um então criador de ovelhas na pequena e inóspita Yorkside, me fazia vê-la como uma preconceituosa em muitos momentos. O pior é que ela nem conhecia o local, ou a vida dele para pensar assim, o que me deixava com mais raiva. Na outra ponta, desenvolvi um enorme carinho por David e Terrance. Terrance pelos problemas de comunicação que precisava enfrentar e que se a sociedade descobrisse, faria dele a piada da vez, e David pelos atos  que demonstrou e pela seriedade e cuidados com o destino de Linney. Todos os contos são deliciosas histórias que saem das colunas de fofoca e ganham vida. Leiam e comprovem! 
Perdeu a resenha do livro anterior?  Então clique abaixo e leia!
Resenha aqui
Esta resenha faz parte do Desafio Literário Livreando 2018 (#DLL2018) no item "Romance de época". Para ler outras resenhas deste desafio, basta clicar na imagem abaixo:

#Resenha Nada Escapa a Lady Whistledown #2

Oi amigos, quem já leu a série Os Bridgertons da Julia Quinn, conhece a intrépida Lady Whistledown, a cronista com uma língua ferina, que não poupava ninguém e que mesmo sabendo tudo de todos, ninguém conhecia sua identidade. Pois é, a série dos Bridgertons pode ter acabado, mas ainda podemos ler suas colunas nesta série de contos escritos por 4 talentosas autoras: Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan. Através da coluna da cronista, estas autoras desenvolveram 4 contos interligados com 4 casais diferentes. É ler e se apaixonar.
Nada Escapa a Lady Whistledown - #2 Lady Whistledown  - Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan
320 páginas - Editora Arqueiro
Um Amor Verdadeiro - Suzanne Enoch
Anne Bishop e o marquês Halfurst foram prometidos em casamento ainda crianças, por conta da amizade entre suas famílias. Fora isso, eles nunca tiveram muito contato, ainda mais depois que Maximilian perdeu o pai cedo e teve que assumir os negócios da família que não iam muito bem.
Ele que nunca gostou da falsidade e futilidade que impera na nobreza, não teve dificuldades em se refugiar e se concentrar em sua fazenda em Yorkshire para não só colocar, como também para reerguer tudo que envolvia seu título.
Durante todo este período, ele ficou bem afastado de Londres e por conseguinte de sua noiva, que cresceu e tornou-se uma bela e atraente jovem. 
Anne cresceu em meio aos bailes e ditames de Londres, e como nunca teve notícias de seu noivo, não levava muito a série este futuro casamento. Mas Anne não era nenhuma burra, e se aproveitava do fato de ser noiva para não se ver obrigada pela mãe a arranjar um marido de fato, como todas as outras jovens de sua idade.
Sua vida ia muito bem, do jeito que ela queria, até que uma coluna de Lady Whistledown contou para quem quisesse saber que ela e Sir Royce foram vistos em uma situação um tanto quanto escandalosa para uma moça que estava comprometida com outro homem.
A coluna em questão chegou aos ouvidos, ou melhor, aos olhos do marquês de Halfurst, que percebeu que já havia negligenciado por tempo demais esta parte de sua vida. 
Antecipando sua ida a Londres, Halfurst só tinha um propósito, reafirmar seu compromisso com sua prometida e realizar de uma vez este casamento. Ele só não esperava encontrar em sua chegada, uma moça decidida, que não estava nenhum pouco afim de se enfiar no meio do mato, e muito menos esperava se interessar de verdade pela moça, que era uma bela combinação de beleza e inteligência.
Anne, estava cheia de pretendentes, e para onde Halfurst olhava, algum nobre fazia a corte para sua noiva. Decidido a voltar casado para sua fazenda, ele tinha não só a missão de conquistar de uma vez o coração de sua noiva, como principalmente vencer sua resistência em relação a sua pequena Yorkshire.
Dois Corações - Karen Hawkins
Elizabeth Pritchard teve que aprender cedo a se virar e cuidar de si mesma. Dona de uma inteligência nata e de um humor  mordaz, aprendeu a não se intimidar com opiniões alheias, e a fazer o que quer, dando sua opinião mesmo a quem não estava querendo ouvir.
Liza fez seu próprio dinheiro crescer, e sendo totalmente independente, marido era um quesito que estava longe de suas preocupações, até que percebeu que algo faltava em sua vida. E foi assim que Lady Whistledown contou em sua coluna um possível casamento entre Liza e lorde Durham.
Esta notícia caiu como uma bomba no colo de lady Margaret Shelbourne, amiga mais próxima de Liza, que a tinha como uma irmã. Sem conhecer muito bem quem era lorde Durham e suas verdadeiras intenções em relação a Liza, ela pede ajuda a seu irmão, sir Royce Pemberley, para saber se a notícia era verdadeira e se ambos tinham motivos para se preocuparem com Liza.
A notícia não assustou apenas Margaret, mas também a Royce que estava mais do que acostumado a ter Liza sempre a seu lado, sendo não só sua melhor amiga, como sua confidente.  Era para Liza que ele sempre recorria quando precisava de ajuda ou conselho. Era Liza quem tão bem entendia seu humor e suas atitudes. Era Liza quem não poupava seus ouvidos seja em relação a broncas, seja em relação a qualquer coisa que lhe dizia respeito.
Royce estava acostumado a ter as mulheres a seus pés. Além de dono de um título que chamava atenção, era também dono de uma beleza sem igual e de um carisma que conquistava sem muito esforço. Ele sabia como agradar as mulheres, e não tinha muitos problemas em conquistá-las. O problema era que ele perdia o interesse muito rápido, e não via motivo nenhum a prender-se em um casamento quando podia se divertir por muito tempo ainda.
Por isso, este libertino assumido, não estava conseguindo entender muito bem sua reação em relação a notícia de casamento de sua amiga Liza. Ele não ia deixar que um homem qualquer tirasse Liza de sua vida. Por conta disso, ele estava disposto a cavar bem fundo e descobrir todos os podres deste propenso pretendente, e no meio deste caminho, a colocar um pouco de juízo na cabeça dura de Liza.
O problema era que Durham não era nenhum aproveitador, em compensação, ele e Liza não tinham nada em comum, e Liza iria sofrer se viesse a se casar com ele. Liza precisava de um homem que a aceitasse como ela era, única. E foi neste momento que Royce percebeu que Liza realmente era a única, a única mulher capaz de fazê-lo feliz. E isso era o suficiente para que ele lutasse pelo amor da mulher que morava em seu coração há tantos anos.
Uma Dúzia de Beijos - Mia Ryan
Havia muitos rumores a cerca do Marquês de Darington, mas de concreto mesmo, era seu jeito arrogante, e o fato de ter expulsado a viúva do então Marquês de Darington e sua filha de Ivy Park, o lugar que sempre moraram. 
Na época em que herdou o título, Terrance era um soldado que fora gravemente ferido, e usou Ivy Park para se recuperar de seus ferimentos. Esta decisão acabou custando a saída de lady Caroline Starling (Linney) e sua mãe, fato que nenhuma das duas digeriu ou aceitou muito bem, mesmo já tendo se passado 3 anos.
Agora Darington estava em Londres, e pelo visto, a procura de uma esposa, justamente na mesmo época em que Linney estava para ser pedida em casamento por Ernest Wareing, o conde de Pellering, o que não estava deixando a moça muito feliz.
Terrance e Linney nunca se encontraram e nem tinham ideia do  que acontecia na vida um do outro. Mas este fato mudou quando de forma inesperada eles se conheceram no teatro. O contato foi rápido e eles nem sabiam quem de fato eram, mas foi o suficiente para que ambos ficassem com a imagem um do outro em suas cabeças.
Então já podem imaginar a surpresa que Linney teve quando soube que o dono da covinha charmosa que lhe ajudou era o mesmo que friamente havia lhe expulsado de sua própria casa.
Se de um lado Linney tinha muitos motivos para odiar Terrance, era verdade também que ela estava atraída por ele, sem falar que a simples ideia de casar com Ernest a fazia ter vontade de sentar e chorar.
Mas como poderia pensar em algo de concreto com um homem tão arrogante como Terrance, que sabia apenas dar ordem e que ao mesmo tempo que lhe falava algo doce, também lhe jogava um balde de água fria?
Sem saber dos problemas que Terrance enfrentava por conta das sequelas de seus ferimentos, Linney não estava disposta a ser um joguete nas mãos deste arrogante marquês. Agora Terrance precisava usar sua inteligência para que Linney entendesse que não era arrogância que tinha, mas problemas reais. Ele tinha apenas uma chance, e usaria da forma correta. Só esperava que fosse suficiente para Lenny entendê-lo.
Trinta e Seis Cartões de Amor - Julia Quinn
Susannah Ballister sabia muito bem o que era ir do céu para o inferno em apenas uma temporada. Ela, que fora vista como a joia da temporada londrina de 1813, terminou a temporada se auto-exilando na casa de campo da família, quando seu pretendente, o Sr. Clive Mann-Formsby, o mesmo que a cortejou e esteve a seu lado por praticamente toda a temporada, pediu a mão da Srta. Harriet Snowe em casamento!
Sim, foi o escândalo da temporada e a humilhação pública de Susannah, que pelas línguas ferinas, foi posta em seu devido lugar, pois para eles, ela achava que seria possível conquistar um casamento de ponta, mesmo não tendo um sobrenome de peso.
Agora que o inverno de 1814 estava a todo vapor, e a sociedade estava aproveitando, Susannah percebeu que precisaria de cada gota de seu orgulho para continuar de cabeça erguida diante dos sussurros que aconteciam ao seu redor.
E foi por isso que ela viu com surpresa e desconfiança o convite de David, o conde de Renminster, irmão mais velho de Clive, para uma dança. Justamente o homem que não via com bons olhos um casamento entre ela e o irmão que a preteriu.
David realmente não achava que Susannah e Clive deveriam se casar, mas seus motivos eram bem diferentes do que Susannah imaginava. Para David, seu irmão precisava de uma mulher que precisasse dele, que o fizesse crescer como pessoa, e não uma tão decidida como Susannah.
Por conta disso, e principalmente da atitude irresponsável do irmão em relação aos sentimentos de Susannah, David sentia-se em débito com a jovem. Mas a verdade é que a dança que tiveram fez o conde notar que a jovem tinha muito que lhe interessasse.
Susannah já tivera seu quinhão de sofrimento e humilhação, e não estava disposta a se deixar levar pelo charme de um conde que nunca viria a se casar com ela, mesmo que ambos estivessem se dando tão bem. Ser abandonada por um Mann-Formsby já custara muito caro, ser abandonada por dois, seria o seu fim. Ainda mais quando ela desconfiava que tudo não passava de um jogo de poder entre dois irmãos. 
David sempre fez tudo o que pode para proteger Clive, e talvez este tenha sido o seu erro. Mas Clive não era uma má pessoa, apenas precisava crescer mais como homem. Mas ele não estava disposto a tolerar que o irmão voltasse a se aproximar de Susannah, principalmente agora que estava casado com Harriet, e que ele mesmo estava com o coração nas mãos da jovem Susannah. Mas como lutar contra o poder de atração de Clive parecia exercer sobre todos e até mesmo sobre a mulher que tanto magoara?
David estava disposto a casar com Susannah, mas seria ele capaz de superar o amor que ela tinha pelo irmão? E justamente de onde ele menos esperava, é que surgiu a direção que deveria tomar para ganhar de vez o coração da jovem. Mas isso não seria fácil, mesmo para o conde, que não estava acostumado a ações tão grandiosas e românticas que o momento pedia. Será mesmo?

Mais uma vez as autoras conseguiram amarrar os quatro contos de forma harmoniosa e concreta. Me encantei com todas as histórias de forma diferente, assim como os personagens. É verdade que Anne Bishop do conto Um Amor Verdadeiro, o primeiro do livro, foi uma personagem que me deixou em cima do muro. Ela não é uma personagem chata ou coisa parecida, mas a sua firme decisão de não aceitar Halfurst apenas pelas aparências e pelo fato dele ser um então criador de ovelhas na pequena e inóspita Yorkside, me fazia vê-la como uma preconceituosa em muitos momentos. O pior é que ela nem conhecia o local, ou a vida dele para pensar assim, o que me deixava com mais raiva. Na outra ponta, desenvolvi um enorme carinho por David e Terrance. Terrance pelos problemas de comunicação que precisava enfrentar e que se a sociedade descobrisse, faria dele a piada da vez, e David pelos atos  que demonstrou e pela seriedade e cuidados com o destino de Linney. Todos os contos são deliciosas histórias que saem das colunas de fofoca e ganham vida. Leiam e comprovem! 
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