#Resenha A Sétima Cela #1/3

Oi amigos, hoje tenho o prazer de fazer a resenha do último livro que li em 2016. Um livro surpreendente, que mistura distopia, suspense, drama e romance. Acompanhem e conheçam:

A Sétima Cela - #1 Trilogia A Cela - Kerry Drewery
316 páginas - Editora Astral Cultural
O povo sempre clamou por segurança e uma justiça igual para todos. O povo nunca se sentiu seguro diante dos tribunais de justiça como conhecemos. A justiça não representava o clamor das ruas. É quando entra em cena o novo sistema de justiça, onde não há mais tribunais e nem juízes. É o povo quem decide se o acusado deve ou não morrer pelo crime cometido.
É a justiça ao alcance de um dedo, ou melhor, de uma ligação, uma mensagem de texto, um voto...
A justiça na Inglaterra agora se transformou em um programa de TV chamado Morte é Justiça, realizado pela empresa Olho por Olho.
Para vocês entenderem melhor o que ocorre no novo sistema judiciário da Inglaterra vou explicar resumidamente. Quando uma pessoa é presa por algum crime, ele tem sete dias até ter sua sentença decidida pela população. Durante estes sete dias, o condenado fica incomunicável, sendo que a cada dia ele passa por uma cela diferente, totalizando no final sete celas. Na sétima e última cela, sempre em transmissão ao vivo pela TV, o condenado fica sabendo se a população votou pela sua morte ou não. Caso a população o tenha considerado culpado, ali mesmo ele é condenado à morte na cadeira elétrica. tendo sua execução ao vivo e sem direito a qualquer tipo de clemência.
O atual sistema diminuiu muito os crimes, apesar disso, o que se vê na prática é que muitos não consideram o sistema justo como a imprensa vive dizendo.
A pessoa pode votar quantas vezes quiser, e com o alto custo das ligações e do acesso à internet, fica mais difícil para aqueles que não tem dinheiro fazerem parte desta justiça. É aqui que começa nossa trama, ou pelo é contra isso que Martha Honeydew vai tentar lutar.
Martha é uma órfã de 16 anos que vive nos Arranha-Céus. Um lugar carente em muitos sentidos. Martha não conheceu o pai, e teve sua mãe morta por conta de um atropelamento brutal. O culpado deste crime foi condenado à morte, segundo a vontade da população. Acontece que o culpado era seu vizinho e melhor amigo Oliver B. 
Oliver morreu alegando ser inocente. As pessoas do Arranha-Céus sabiam da verdade. Sabiam da sua inocência, mas como lutar contra um sistema corrupto que não pede nenhum tipo de provas para condenar alguém? O que importa é a audiência que o programa pode atingir.
E as audiências subiram muito quando Martha se declara culpada pelo assassinato de Jackson Paige, uma celebridade muito conhecida e querida da Inglaterra. Paige era uma espécie de herói nacional. Um homem que conseguiu vencer na vida, saindo de um mundo pobre que havia nascido. Sua fama não permitiu que ele esquecesse dos necessitados, trabalhando em várias frentes para ajudar aqueles que precisavam.
Presa em flagrante Martha vai para cela 1, e é a primeira adolescente que poderá morrer nesta nova versão de justiça.
Mas para aqueles que realmente querem uma justiça eficaz, há muito mais sujeira envolvida neste assassinato. O problema é que ninguém parece se importar com a verdade. Segredos precisam ser desvendados. Identidades precisam ser reveladas. Verdades precisam ser contadas. 
Para chamar atenção para tudo o que acontece por baixo dos panos, é preciso de um mártir e de um herói. Martha resolveu ser a mártir, não só para salvar aquele que ama, mas também para trazer justiça e limpar o nome de sua mãe e de Oliver.
O herói? O herói é um rapaz que já foi pobre, e hoje por conta do dinheiro e do amor por Martha, tem a chance e a força necessária para chamar atenção sobre a hipocrisia existente nesta nova justiça. É um herói cuja a identidade e a verdade que ele revelará vai dar uma reviravolta e tanto no enredo.
Em um mundo onde a imprensa e as redes sociais detém o poder da notícia, é preciso cavar mais a fundo a procura da real verdade. Ninguém é o que realmente parece ser...
Mas como será que dois adolescentes podem fazer contra todo um sistema? Que armas eles tem guardados em mãos? Será que Martha conseguirá escapar da morte? Haverá mesmo uma justiça igual para todos? A morte é realmente o caminho para a justiça?
Geeeente! Que livro! Fechei 2016 com uma leitura excelente! A autora criou uma trama muito interessante, criticando o sistema judiciário e suas falhas. Não é fácil criar um sistema onde a justiça seja igual para todos. A justiça feita por homens sempre vai ser passível de corrupção e das falhas do ser humano. Há também a crítica para aqueles que mesmo ciente dos problemas, preferem cruzar os braços. Temos também a crítica para aqueles que acreditam em tudo que leem ou veem, sem levantar questionamentos ou mesmo se esforçar para pensar.
Em relação aos personagens, são bem construídos, o que contribui e muito para o enredo. Mesmo aqueles que foram feitos para serem odiados, merecem este sentimento. Nossa como queria estapear a tal da Kristina, a apresentadora do programa Morte é Justiça. Eu conseguia imaginar aquele sorriso falso de Barbie. Só tenho elogios a serem feitos.
Recebi o livro em cortesia da editora, que montou um kit muito bonito do livro. A edição também está bonita, apesar de simples, mas a editora soube onde fazer a diferença. Os capítulos são divididos através das celas, conforme os dias de Martha vão se esgotando. Ou sejam, temos 7 capítulos com folhas pretas e escrita em branco como podem ver a seguir:
A capa tem tudo haver com o enredo, por isso, mais um acerto da parte gráfica.
Esta é uma leitura que recomendo e muito. Leiam e comprovem!!!

#Resenha A Sétima Cela #1/3

Oi amigos, hoje tenho o prazer de fazer a resenha do último livro que li em 2016. Um livro surpreendente, que mistura distopia, suspense, drama e romance. Acompanhem e conheçam:

A Sétima Cela - #1 Trilogia A Cela - Kerry Drewery
316 páginas - Editora Astral Cultural
O povo sempre clamou por segurança e uma justiça igual para todos. O povo nunca se sentiu seguro diante dos tribunais de justiça como conhecemos. A justiça não representava o clamor das ruas. É quando entra em cena o novo sistema de justiça, onde não há mais tribunais e nem juízes. É o povo quem decide se o acusado deve ou não morrer pelo crime cometido.
É a justiça ao alcance de um dedo, ou melhor, de uma ligação, uma mensagem de texto, um voto...
A justiça na Inglaterra agora se transformou em um programa de TV chamado Morte é Justiça, realizado pela empresa Olho por Olho.
Para vocês entenderem melhor o que ocorre no novo sistema judiciário da Inglaterra vou explicar resumidamente. Quando uma pessoa é presa por algum crime, ele tem sete dias até ter sua sentença decidida pela população. Durante estes sete dias, o condenado fica incomunicável, sendo que a cada dia ele passa por uma cela diferente, totalizando no final sete celas. Na sétima e última cela, sempre em transmissão ao vivo pela TV, o condenado fica sabendo se a população votou pela sua morte ou não. Caso a população o tenha considerado culpado, ali mesmo ele é condenado à morte na cadeira elétrica. tendo sua execução ao vivo e sem direito a qualquer tipo de clemência.
O atual sistema diminuiu muito os crimes, apesar disso, o que se vê na prática é que muitos não consideram o sistema justo como a imprensa vive dizendo.
A pessoa pode votar quantas vezes quiser, e com o alto custo das ligações e do acesso à internet, fica mais difícil para aqueles que não tem dinheiro fazerem parte desta justiça. É aqui que começa nossa trama, ou pelo é contra isso que Martha Honeydew vai tentar lutar.
Martha é uma órfã de 16 anos que vive nos Arranha-Céus. Um lugar carente em muitos sentidos. Martha não conheceu o pai, e teve sua mãe morta por conta de um atropelamento brutal. O culpado deste crime foi condenado à morte, segundo a vontade da população. Acontece que o culpado era seu vizinho e melhor amigo Oliver B. 
Oliver morreu alegando ser inocente. As pessoas do Arranha-Céus sabiam da verdade. Sabiam da sua inocência, mas como lutar contra um sistema corrupto que não pede nenhum tipo de provas para condenar alguém? O que importa é a audiência que o programa pode atingir.
E as audiências subiram muito quando Martha se declara culpada pelo assassinato de Jackson Paige, uma celebridade muito conhecida e querida da Inglaterra. Paige era uma espécie de herói nacional. Um homem que conseguiu vencer na vida, saindo de um mundo pobre que havia nascido. Sua fama não permitiu que ele esquecesse dos necessitados, trabalhando em várias frentes para ajudar aqueles que precisavam.
Presa em flagrante Martha vai para cela 1, e é a primeira adolescente que poderá morrer nesta nova versão de justiça.
Mas para aqueles que realmente querem uma justiça eficaz, há muito mais sujeira envolvida neste assassinato. O problema é que ninguém parece se importar com a verdade. Segredos precisam ser desvendados. Identidades precisam ser reveladas. Verdades precisam ser contadas. 
Para chamar atenção para tudo o que acontece por baixo dos panos, é preciso de um mártir e de um herói. Martha resolveu ser a mártir, não só para salvar aquele que ama, mas também para trazer justiça e limpar o nome de sua mãe e de Oliver.
O herói? O herói é um rapaz que já foi pobre, e hoje por conta do dinheiro e do amor por Martha, tem a chance e a força necessária para chamar atenção sobre a hipocrisia existente nesta nova justiça. É um herói cuja a identidade e a verdade que ele revelará vai dar uma reviravolta e tanto no enredo.
Em um mundo onde a imprensa e as redes sociais detém o poder da notícia, é preciso cavar mais a fundo a procura da real verdade. Ninguém é o que realmente parece ser...
Mas como será que dois adolescentes podem fazer contra todo um sistema? Que armas eles tem guardados em mãos? Será que Martha conseguirá escapar da morte? Haverá mesmo uma justiça igual para todos? A morte é realmente o caminho para a justiça?
Geeeente! Que livro! Fechei 2016 com uma leitura excelente! A autora criou uma trama muito interessante, criticando o sistema judiciário e suas falhas. Não é fácil criar um sistema onde a justiça seja igual para todos. A justiça feita por homens sempre vai ser passível de corrupção e das falhas do ser humano. Há também a crítica para aqueles que mesmo ciente dos problemas, preferem cruzar os braços. Temos também a crítica para aqueles que acreditam em tudo que leem ou veem, sem levantar questionamentos ou mesmo se esforçar para pensar.
Em relação aos personagens, são bem construídos, o que contribui e muito para o enredo. Mesmo aqueles que foram feitos para serem odiados, merecem este sentimento. Nossa como queria estapear a tal da Kristina, a apresentadora do programa Morte é Justiça. Eu conseguia imaginar aquele sorriso falso de Barbie. Só tenho elogios a serem feitos.
Recebi o livro em cortesia da editora, que montou um kit muito bonito do livro. A edição também está bonita, apesar de simples, mas a editora soube onde fazer a diferença. Os capítulos são divididos através das celas, conforme os dias de Martha vão se esgotando. Ou sejam, temos 7 capítulos com folhas pretas e escrita em branco como podem ver a seguir:
A capa tem tudo haver com o enredo, por isso, mais um acerto da parte gráfica.
Esta é uma leitura que recomendo e muito. Leiam e comprovem!!!

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