#Resenha Meninos em Guerra

Este ano, ano pegar a lista de material escolar dos meus filhos, percebi que os livros paradidáticos pedidos para o mais velho que vai cursar o 9° ano são com temas fortes. Como já comecei a fazer a troca deles pelo Skoob e alguns já chegaram, resolvi começar a ler, antes mesmo dele. Hoje vou falar do primeiro que li, e que sei vai mecher com ele quando for ler. Espero que gostem.
Meninos em Guerra - Jerry Piasecki
168 páginas - Editora Ática
Qualquer guerra é sempre devastadora e a população civil é a maior vítima delas. Não são de hoje os conflitos existentes na África, e infelizmente eles estão longe de acabarem. A história poderia ter como pano de fundo qualquer continente: europeu, americano... não importa, o problema central seria o mesmo, assim como o poder de destruição.
Apesar de ser uma história fictícia, ela é facilmente transportada para a realidade, bastando procurar por notícias na internet, seremos capazes de encontrar exemplos similares.  Eles podem está acontecendo neste exato momento...
O livro conta a história de Thomas e Deng, duas crianças que nunca tinha se visto mas que tiveram seus destinos cruzados por conta de uma triste e dura fatalidade.
Deng é o caçula de três irmãos. Filho de um agricultor, é extremamente esperto e carismático. Sua vida começa a mudar quando ele e a família são obrigados a deixarem o sítio em que moravam para que os soldados do exército morassem. Não puderam levar praticamente nada, nem mesmo comida.
Sem alternativas foram para Apoki, cidade devastada pela guerra, mas onde o pai tinha um parente que poderia dar abrigo.
Enquanto isso, Thomas, irmão caçula de Marguerite e filho de um diretor de escola e uma professora, descobre junto com seus amigos, que uma escola próximo a fronteira foi invadida pelos rebeldes da Frente de Resistência Democrática (FRD) e que sequestrou várias crianças.
Mesmo com medo Thomas é obrigado pelo pai a ir para escola, pois segundo ele, o exército estaria protegendo a região e nada de ruim aconteceria.
Ao mesmo tempo em que a FRD ataca a escola de Thomas e obriga algumas crianças a seguirem com eles, Deng é sequestrado em plena luz do dia, no meio da rua. os dois agora fazem parte da FRD, queiram ou não. Eles serão treinados para lutar e matar, não importa em que eles acreditem ou se tem ou não famílias. 
A partir do instante que alguém cai nas mãos destes rebeldes, suas vidas e famílias passam a não existir, estão mortas. A FRD passa a ser não só a razão de vida deles, como também suas famílias. Qualquer falha, fuga, medo, rebeldia é duramente punida, muitas vezes com a morte.
É neste inferno na Terra que estas duas crianças se conhecem e fazem amizade. Um tenta sempre ajudar o outro, e ambos sabem que qualquer deslise... morrem.
Eles e todas as crianças que tiveram a infelicidade de cruzarem os caminhos da FRD veem e são obrigados a fazerem coisas que ninguém, nem mesmo adulto deveria ver, passar ou fazer.
Uma pequena brecha se abre, e os dois sabem que de um jeito ou de outro estarão mortos. Por isso, eles decidem arriscar tudo na esperança de se verem livres.
Será que eles serão os poucos afortunados que conseguem fugir e voltar para casa? Eles conseguirão reencontrar suas famílias? Depois de tudo pelo que passaram, conseguirão ter uma vida normal?
Uma história forte, que soca a alma do leitor, mas mesmo assim, o autor consegue inserir uma certa dose de humor, principalmente em Deng. Vocês podem achar isso estranho, mas não é, por conta da personalidade dele.
Deng e Thomas são apenas duas crianças que estão dando vida e voz a um problema que como disse, pode está acontecendo agora. Duas crianças que são obrigadas a crescerem da forma mais cruel possível, e que tem suas vidas marcadas para sempre.
O livro é ótimo e bem rápido de ser lido. Tem duas cenas que eu quero destacar, sendo uma quando Deng reza pedindo para que do outro lado do confronto não esteja seu irmão que fugiu para servir ao exército. A outra é a cena final, que mesmo incompleta é totalmente sabido onde terminará a ação, e sem dúvida impactante como todo o livro.
Mais do que recomendado.
Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário 2017, e para saberem mais tanto do desafio, como dos livros que já li, podem clicar na imagem abaixo:

#Resenha Meninos em Guerra

Este ano, ano pegar a lista de material escolar dos meus filhos, percebi que os livros paradidáticos pedidos para o mais velho que vai cursar o 9° ano são com temas fortes. Como já comecei a fazer a troca deles pelo Skoob e alguns já chegaram, resolvi começar a ler, antes mesmo dele. Hoje vou falar do primeiro que li, e que sei vai mecher com ele quando for ler. Espero que gostem.
Meninos em Guerra - Jerry Piasecki
168 páginas - Editora Ática
Qualquer guerra é sempre devastadora e a população civil é a maior vítima delas. Não são de hoje os conflitos existentes na África, e infelizmente eles estão longe de acabarem. A história poderia ter como pano de fundo qualquer continente: europeu, americano... não importa, o problema central seria o mesmo, assim como o poder de destruição.
Apesar de ser uma história fictícia, ela é facilmente transportada para a realidade, bastando procurar por notícias na internet, seremos capazes de encontrar exemplos similares.  Eles podem está acontecendo neste exato momento...
O livro conta a história de Thomas e Deng, duas crianças que nunca tinha se visto mas que tiveram seus destinos cruzados por conta de uma triste e dura fatalidade.
Deng é o caçula de três irmãos. Filho de um agricultor, é extremamente esperto e carismático. Sua vida começa a mudar quando ele e a família são obrigados a deixarem o sítio em que moravam para que os soldados do exército morassem. Não puderam levar praticamente nada, nem mesmo comida.
Sem alternativas foram para Apoki, cidade devastada pela guerra, mas onde o pai tinha um parente que poderia dar abrigo.
Enquanto isso, Thomas, irmão caçula de Marguerite e filho de um diretor de escola e uma professora, descobre junto com seus amigos, que uma escola próximo a fronteira foi invadida pelos rebeldes da Frente de Resistência Democrática (FRD) e que sequestrou várias crianças.
Mesmo com medo Thomas é obrigado pelo pai a ir para escola, pois segundo ele, o exército estaria protegendo a região e nada de ruim aconteceria.
Ao mesmo tempo em que a FRD ataca a escola de Thomas e obriga algumas crianças a seguirem com eles, Deng é sequestrado em plena luz do dia, no meio da rua. os dois agora fazem parte da FRD, queiram ou não. Eles serão treinados para lutar e matar, não importa em que eles acreditem ou se tem ou não famílias. 
A partir do instante que alguém cai nas mãos destes rebeldes, suas vidas e famílias passam a não existir, estão mortas. A FRD passa a ser não só a razão de vida deles, como também suas famílias. Qualquer falha, fuga, medo, rebeldia é duramente punida, muitas vezes com a morte.
É neste inferno na Terra que estas duas crianças se conhecem e fazem amizade. Um tenta sempre ajudar o outro, e ambos sabem que qualquer deslise... morrem.
Eles e todas as crianças que tiveram a infelicidade de cruzarem os caminhos da FRD veem e são obrigados a fazerem coisas que ninguém, nem mesmo adulto deveria ver, passar ou fazer.
Uma pequena brecha se abre, e os dois sabem que de um jeito ou de outro estarão mortos. Por isso, eles decidem arriscar tudo na esperança de se verem livres.
Será que eles serão os poucos afortunados que conseguem fugir e voltar para casa? Eles conseguirão reencontrar suas famílias? Depois de tudo pelo que passaram, conseguirão ter uma vida normal?
Uma história forte, que soca a alma do leitor, mas mesmo assim, o autor consegue inserir uma certa dose de humor, principalmente em Deng. Vocês podem achar isso estranho, mas não é, por conta da personalidade dele.
Deng e Thomas são apenas duas crianças que estão dando vida e voz a um problema que como disse, pode está acontecendo agora. Duas crianças que são obrigadas a crescerem da forma mais cruel possível, e que tem suas vidas marcadas para sempre.
O livro é ótimo e bem rápido de ser lido. Tem duas cenas que eu quero destacar, sendo uma quando Deng reza pedindo para que do outro lado do confronto não esteja seu irmão que fugiu para servir ao exército. A outra é a cena final, que mesmo incompleta é totalmente sabido onde terminará a ação, e sem dúvida impactante como todo o livro.
Mais do que recomendado.
Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário 2017, e para saberem mais tanto do desafio, como dos livros que já li, podem clicar na imagem abaixo:

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