#Resenha: O Príncipe dos Canalhas

Primeiro me apaixonei pela capa, assim que ela foi divulgada. Claro que o título também me chamou atenção, e o fato de ser um romance de época. Mas foi no café da manhã com a editora, que eu sabia que precisava ler este livro, e acreditem, não me arrependi em nenhum momento...
O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase288 páginas - Editora Arqueiro
Sebastian Ballister pode ostentar muitos títulos nobres, mas é como Lorde Belzebu que todos o conhecem.
Sebastian é filho único do segundo casamento de seu pai, um nobre de uma tradicional família. Seu pai tinha perdido a esposa e os filhos, e para não deixar sua fortuna a Deus dará ou ver sua família se extinguir, decidiu casar de novo.
Nasceu então Sebastian, que para horror de todos era feio, muito feio, e para ajudar, dono de um nariz sem tamanho, herdados geneticamente de seu lado materno...
Com a fuga de sua mãe com um amante, Sebastian acabou perdendo a única pessoa que ainda lhe dava um pouco de amor e carinho.
Seu pai que já não gostava muito dele, acabou rejeitando-o de vez, mandando-o ainda criança para um internato.
Foi no internato que Sebastian conheceu o inferno. Foi constantemente humilhado, hostilizado e surrado. Nunca se rendeu, e cada palavra hostil, cada surra que levava, levantava e seguia em frente, distribuindo sua raiva a quem estivesse no caminho. Se ele foi obrigado a viver no inferno, então decidiu ser o dono dele...
Aprendeu a se defender e usou sua inteligência para fazer sua própria fortuna, e não depender do pai. Hoje, já adulto, e senhor de todas as propriedades da família, está pouco ligando para a sociedade conservadora e hipócrita que o cerca. Leva sua vida do jeito que quer, entre jogos de azar, bebedeiras e muitas mulheres. Frio e calculista, não exita em esmagar quem lhe ousar desafiar. Ele resolveu vestir o personagem que sempre lhe impuseram, e fazia isso com maestria.
Jéssica era dona de uma beleza ímpar, capaz de encantar a todos. Mas também tinha cérebro, para desespero de muitos. Como ajudou a criar  muitos dos homens da família, sabia como poucos a lidar com a cabeça masculina. A frente do seu tempo, casamento e um homem para mandar em sua vida, eram planos que não lhe agradavam em nada. Ela queria independência, e tinha suas próprias ideias para conseguir isso. Mas antes, precisaria tirar Bertie, seu irmão desmiolado, da influência negativa de Dain (Lorde Belzebu).
Jéssica sabia que não seria uma tarefa fácil, ainda mais com a fama que vinha por trás daquele homem. Ela só não esperava que este mesmo homem fosse mexer tanto com seus sentimentos e nervos...
 Dain não estava acreditando que aquele projeto de gente lhe desafiava. As pessoas o obedeciam, não o contrariavam. Ele tinha vontade de esganar Jéssica, ao mesmo tempo que queria enchê-la de beijos...
O encontro entre a pólvora e o fogo só poderia dar nesta incrível explosão, onde duas personalidades fortes e inteligentes duelavam entre si, sem se darem conta dos verdadeiros sentimentos que estava nascendo entre eles.
Eles poderiam não ter noção, mas a sociedade, ou melhor, os fofoqueiros de plantão estavam doidos para conhecerem as próximas jogadas... e desejosos de que houvesse muita sujeira para que pudessem desfrutar de um belo espetáculo.
O circo estava armado, o enredo apresentado, e Jéssica e Dain eram os atores principais desta trama cheia de intrigas, paixões e desafios.
Um enredo maravilhoso, que pega o leitor pela mão e o convida para algumas horas de puro deleite. Jéssica conseguiu ver em Dain o que ninguém nunca se interessou em ver, um garoto que nunca teve o que toda criança tem direito de ter: amor, carinho e proteção. Ela sabia que por trás da fachada fria existia um homem carente de afeto.
Dain teve que aprender a se virar sozinho e a duras penas. Riscou de seu dicionário palavras como solidariedade, compreensão, amor e carinho. Sendo muito diferente das pessoas de sua cidade, talvez por ter puxado para a família estrangeira de sua mãe, Dain aprendeu a ver suas diferenças como horrores. O que Jéssica viu, e eu também, foi um garoto magrelo e alto para sua idade. Sem muita coordenação motora e sem ninguém que o amasse e ensinasse. Este magricelo cresceu e tornou-se um homem alto e forte, dono de uma habilidade e agilidade conseguidas através de alguns esportes, como boxe e esgrima, mas que ainda se via como aquele garoto magricela asqueroso que todos rejeitavam. Tudo bem, ele continuava com um nariz grande, mas isso não quer dizer que ele seja horrível como as pessoas pintavam. E sua altura fora do padrão, também não pode ser classificada como feia, assim como a cor de sua pele.
Isso é o que Jéssica viu, mas não Dain. Sem falar que ele tinha um gênio do cão. Perdendo talvez para o de Jéssica. Ele não ia deixar nenhuma mulher lhe dissesse o que fazer, e Jéssica não ia ser ameaçada, nem mesmo por este impetuoso e atraente Belzebu. Por isso os diálogos e as brigas entre eles eram tão maravilhosamente gostosos.
O único problema do livro é a leitura ter sido tão boa, que voou e o livro acabou. Não ficaria nenhum pouco entediada se tivessem mais páginas com estes dois.
Só posso dizer para que leiam sem medo e desfrutem dos diálogos e brigas destes dois personagens encantadores, pois eu mesma, já estou com vontade de ler tudo de novo.
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#Resenha: O Príncipe dos Canalhas

Primeiro me apaixonei pela capa, assim que ela foi divulgada. Claro que o título também me chamou atenção, e o fato de ser um romance de época. Mas foi no café da manhã com a editora, que eu sabia que precisava ler este livro, e acreditem, não me arrependi em nenhum momento...
O Príncipe dos Canalhas - Loretta Chase288 páginas - Editora Arqueiro
Sebastian Ballister pode ostentar muitos títulos nobres, mas é como Lorde Belzebu que todos o conhecem.
Sebastian é filho único do segundo casamento de seu pai, um nobre de uma tradicional família. Seu pai tinha perdido a esposa e os filhos, e para não deixar sua fortuna a Deus dará ou ver sua família se extinguir, decidiu casar de novo.
Nasceu então Sebastian, que para horror de todos era feio, muito feio, e para ajudar, dono de um nariz sem tamanho, herdados geneticamente de seu lado materno...
Com a fuga de sua mãe com um amante, Sebastian acabou perdendo a única pessoa que ainda lhe dava um pouco de amor e carinho.
Seu pai que já não gostava muito dele, acabou rejeitando-o de vez, mandando-o ainda criança para um internato.
Foi no internato que Sebastian conheceu o inferno. Foi constantemente humilhado, hostilizado e surrado. Nunca se rendeu, e cada palavra hostil, cada surra que levava, levantava e seguia em frente, distribuindo sua raiva a quem estivesse no caminho. Se ele foi obrigado a viver no inferno, então decidiu ser o dono dele...
Aprendeu a se defender e usou sua inteligência para fazer sua própria fortuna, e não depender do pai. Hoje, já adulto, e senhor de todas as propriedades da família, está pouco ligando para a sociedade conservadora e hipócrita que o cerca. Leva sua vida do jeito que quer, entre jogos de azar, bebedeiras e muitas mulheres. Frio e calculista, não exita em esmagar quem lhe ousar desafiar. Ele resolveu vestir o personagem que sempre lhe impuseram, e fazia isso com maestria.
Jéssica era dona de uma beleza ímpar, capaz de encantar a todos. Mas também tinha cérebro, para desespero de muitos. Como ajudou a criar  muitos dos homens da família, sabia como poucos a lidar com a cabeça masculina. A frente do seu tempo, casamento e um homem para mandar em sua vida, eram planos que não lhe agradavam em nada. Ela queria independência, e tinha suas próprias ideias para conseguir isso. Mas antes, precisaria tirar Bertie, seu irmão desmiolado, da influência negativa de Dain (Lorde Belzebu).
Jéssica sabia que não seria uma tarefa fácil, ainda mais com a fama que vinha por trás daquele homem. Ela só não esperava que este mesmo homem fosse mexer tanto com seus sentimentos e nervos...
 Dain não estava acreditando que aquele projeto de gente lhe desafiava. As pessoas o obedeciam, não o contrariavam. Ele tinha vontade de esganar Jéssica, ao mesmo tempo que queria enchê-la de beijos...
O encontro entre a pólvora e o fogo só poderia dar nesta incrível explosão, onde duas personalidades fortes e inteligentes duelavam entre si, sem se darem conta dos verdadeiros sentimentos que estava nascendo entre eles.
Eles poderiam não ter noção, mas a sociedade, ou melhor, os fofoqueiros de plantão estavam doidos para conhecerem as próximas jogadas... e desejosos de que houvesse muita sujeira para que pudessem desfrutar de um belo espetáculo.
O circo estava armado, o enredo apresentado, e Jéssica e Dain eram os atores principais desta trama cheia de intrigas, paixões e desafios.
Um enredo maravilhoso, que pega o leitor pela mão e o convida para algumas horas de puro deleite. Jéssica conseguiu ver em Dain o que ninguém nunca se interessou em ver, um garoto que nunca teve o que toda criança tem direito de ter: amor, carinho e proteção. Ela sabia que por trás da fachada fria existia um homem carente de afeto.
Dain teve que aprender a se virar sozinho e a duras penas. Riscou de seu dicionário palavras como solidariedade, compreensão, amor e carinho. Sendo muito diferente das pessoas de sua cidade, talvez por ter puxado para a família estrangeira de sua mãe, Dain aprendeu a ver suas diferenças como horrores. O que Jéssica viu, e eu também, foi um garoto magrelo e alto para sua idade. Sem muita coordenação motora e sem ninguém que o amasse e ensinasse. Este magricelo cresceu e tornou-se um homem alto e forte, dono de uma habilidade e agilidade conseguidas através de alguns esportes, como boxe e esgrima, mas que ainda se via como aquele garoto magricela asqueroso que todos rejeitavam. Tudo bem, ele continuava com um nariz grande, mas isso não quer dizer que ele seja horrível como as pessoas pintavam. E sua altura fora do padrão, também não pode ser classificada como feia, assim como a cor de sua pele.
Isso é o que Jéssica viu, mas não Dain. Sem falar que ele tinha um gênio do cão. Perdendo talvez para o de Jéssica. Ele não ia deixar nenhuma mulher lhe dissesse o que fazer, e Jéssica não ia ser ameaçada, nem mesmo por este impetuoso e atraente Belzebu. Por isso os diálogos e as brigas entre eles eram tão maravilhosamente gostosos.
O único problema do livro é a leitura ter sido tão boa, que voou e o livro acabou. Não ficaria nenhum pouco entediada se tivessem mais páginas com estes dois.
Só posso dizer para que leiam sem medo e desfrutem dos diálogos e brigas destes dois personagens encantadores, pois eu mesma, já estou com vontade de ler tudo de novo.
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