#Resenha Orgulho e Preconceito

Oi amigos, hoje temos a última resenha do mês e acabei deixando um clássico para vocês. Vamos lá?

Orgulho e Preconceito - Jane Austen
Martin Claret
Apesar de ler romances de época e/ou históricos desde minha adolescência, a verdade é que não tinha lido nada ainda da Jane Austen, uma falta que me cobrava sempre.
Quando esta obra da Martin Claret saiu, me apaixonei e logo quis. Mesmo assim, o livro ainda ficou um ano na estante parado, até eque peguei para o desfio deste mês.
Para quem não sabe, o livro conta com três histórias: Razão e Sensibilidade; Orgulho e Preconceito e Persuasão Eu comecei a ler a primeira, Razão e Sensibilidade, que acabou não rolando muito bem. Optei, então,  a ler Orgulho e Preconceito, o que deu muito certo. A leitura flui bem e a curiosidade só aumentava conforme ia conhecendo a famosa história de Mr. Darcy e Elizabeth.
Orgulho e Preconceito foi publicado em 1813, e conta a história deste casal que acabou se conhecendo quando Mr. Bingley alugou uma propriedade no campo, perto da casa da família Bennet.
Bingley, que veio acompanhado de sua irmã Carolina e de seu melhor amigo Mr. Darcy, logo conquistou a comunidade local com seu jeito simpático e descontraído. Bem diferente de seu amigo, que era visto por todos como frio, arrogante e preconceituoso.
Bingley acaba se interessando por Jane Bennet, a mais velha das cinco filhas de um proprietário rural. Fato este que não era bem visto por Carolina e Darcy, apesar de Carolina dizer aos quatro cantos que tinha por Jane uma afeição e amizade. 
No entanto, Elizabeth, irmã de Jane, não engolia esta história, e sabia que ela e suas amigas esnobes não viam com bons olhos este relacionamento, ainda mais com as loucuras e frivolidades de suas irmãs mais novas e de sua mãe.
Enquanto desenvolvia uma profunda antipatia por Mr. Darcy, ela acabou conhecendo  Winckhan, um charmoso oficial que está alojado na região e que foi criado ao lado de Mr. Darcy. Acontece que eles agora não se dão muito bem, e após conhecer os motivos deste afastamento, Elizabeth acaba aumentando ainda mais o desdém que sente por Mr. Darcy.
Mal sabe a moça que sua língua afiada e seus modos desaforados, tem chamado a atenção de Mr. Darcy. Na verdade, o nobre rapaz não consegue entender o que vê nesta moça que tão claramente está abaixo dele na escala social.  
E no meio de tantas intrigas e disse-me-disse, nem mesmo uma amizade brota no coração de Elizabeth, que só vê aumentar sua raiva em relação ao nobre rapaz, principalmente depois que soube de sua interferência no romance de sua irmã.
Sem saber do que se passa na mente de Elizabeth, Darcy acaba tendo uma estabanada e desastrosa conversa com a jovem, e percebe o quão errado está em relação a muitas coisas em sua vida.
Depois da raiva, e ainda apaixonado por ela, ele começa a refletir sobre seus atos e seu estilo de vida. Sua primeira ação é explicar alguns pontos importantes e nebulosos em relação a seu nome, para então tentar reverter a animosidade da bela dama.
No meio disso, Lydia, a irmã mais sem noção de Elizabeth, a que hoje poderíamos chamar de piriguete, acaba caindo, ou se metendo por conta própria mesmo, em uma enorme confusão que pode levar o nome da família para lama, impedindo assim, qualquer sonho de um bom casamento para as outras irmãs. Ainda mais para Jane, que está apaixonada por Bingley. Sem falar que um nome de peso, não só para a sociedade, como também na vida de Mr. Darcy, deixa bem claro seu total e completo descontentamento com algum relacionamento mais sério com qualquer uma das mulheres Bennet.
Curiosamente é de onde Elizabeth menos imagina é que surgirá a mão que protegerá sua família. Agora, diante dos fatos, e com a mente mais aberta, principalmente para a verdade, Elizabeth percebe que nem tudo é o que parece ser. E que infelizmente, ela, que tanto condena os outros, acabou se deixando levar pelas aparências. Será que ainda terá tempo de consertar seus erros?
Em um mundo onde as aparências e o "status social" contam mais do que tudo, Elizabeth não aceitou ser apenas mais uma cabeça de vento a procura de um bom casamento. Inteligente e com ideias próprias, ela não se furta de tomar partido ou mesmo posição, sempre deixando claro suas opiniões e seu desprezo pela hipocrisia que impera. Tendo em mente a época em que foi escrita e o período retratado, com certeza ela é uma mulher rara em seu meio.
Como disse lá no começo, assim que comecei a leitura, algo no enredo me prendeu, mas não vou dizer que fiquei encantada e maravilhada com ele. Mas sem dúvida eu gostei da história e dos personagens.
Jane Asuten retratou tão bem a falsidade que imperava (e ainda existe) na época. As cenas em que as mulheres elogiavam Jane para depois falarem mal pelas costas é tão real e facilmente vista e/ou imaginada... A mãe de Elizabeth, Mrs Bennet é totalmente inadequada e frívola. Não tem personalidade própria e troca de opinião facilmente. O pai, Mr. Bennet, não tem pulso algum, e prefere deixar as coisas rolarem solta do que ter algum tipo de preocupação... E estas características que poderiam ser ruins, acabaram formando um quadro muito bom e fundamental para o desenvolvimento da trama.
Sempre ouvi dizer que Mr. Darcy era frio, grosso e machista, e realmente ele é isso, mas seu personagem não se resume a apenas isso. E mais uma vez, vale ressaltar a época em que a história foi escrita...
Só me incomodei em alguns pensamentos ou divagações que Elizabeth teve durante a narrativa, como se Mr. Darcy fosse o culpado por ela ter feito tão péssimo juízo dele, e por isso tivesse que resolver a questão do desencontro deles. Não dá para explicar tão claramente aqui sem dar spoiler, mas quem já leu ou vai ler, deve entender a que me refiro.
Com tudo isso, entendi os motivos deste livro ser tão bem falado e até hoje influenciar tantos autores e conquistar tantos leitores. O que mais me chamou atenção no enredo foi a crítica feita aos pais e suas criações. Fora que o título do livro é visto claramente ao longo na história nos personagens da trama, e não estou dizendo apenas nos personagens principais...
Enfim, ele não se tornou o meu romance favorito, mas sem dúvida é um que recomendo a leitura.
Em relação a parte gráfica, o livro é muito bonito, com uma capa dura bela em sua simplicidade, mas que chama atenção pela cor. Vem com um marcador interno e alguns poucos detalhes como uma imagem no início de cada história, e um local no começo do livro para colocarmos o nome. A única coisa que não gostei foi o tamanho da letra, eu achei muito pequena e me incomodou ao longo da leitura. Apenas um detalhe que acho legal avisar. 
E vocês, já leram algo da Jane Austen? O que acharam? E os filmes, chegaram a ver algum?

Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário Livreando 2018 (#DLL2018) no item "Um clássico". Quem quiser ler outras resenhas deste desafio, basta clicar abaixo:

15 comentários:

  1. Oiii Rose


    Eu nunca li nada da Jane Austen e confesso que me intimida, tenho receio de não gostar. Sabe aquela coisa "todo mundo ama, menos eu?",mas é que os livros dela simplesmente não me chamam a atenção, pelo menos por enquanto... talvez seja por que eu nem sou muito de romances. Vai saber... Quem sabe um dia quando eu estiver na vibe romantica eu tente, alvez também não se torne o romance da minha vida, mas acho que como experiência é sempre legal, afinal, todo mundo fala tanto né.

    Beijokas

    www.derepentenoultimolivro.com

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  2. Ainda terei essa edição em minha estante.
    É um clássico maravilhoso e que todos deveria, ler hahahaha
    <3

    Sai da Minha Lente

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  3. Olá!

    Esse livro é o meu bebê dos romances de época! Demorei para o ler (o fiz há uns três anos, apenas) e desde então não consigo não estar apaixonada por ele. Existem, claro, algumas coisas que nos tiram do sério, como bem falou, mas a forma como tudo se encaixou tão bem e, ao mesmo tempo, tão a frente do tempo em que se passa, me deixou realmente maravilhada. Li também "Emma", da autora, outro livro com uma crítica maravilhosa em seu enredo, recomendo também.

    Abraços

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  4. Também tenho essa edição, e sou apaixonada, fora que: o que falar de Orgulho e Preconceito? Não tenho palavras para descrever, é muito amor mesmo, fortemente. Minha origem de amor pela leitura do gênero. Amei poder ler essa resenha. Obrigada.

    Beijos

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  5. Oi Rose, tudo bem?
    Amo Jane Austen, mas este não é o meu favorito dela, sou mais Persuasão! Tenho todos dela, mas não esta edição toda bonitinha, são os mais simples, pois faz algum tempo que comprei! Adorei o post!

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  6. Oi, Rose. Eu acho essa edição maravilhosa e estou louca por ela. Eu ainda não li nenhuma obra da Jane Austen e adorei a sua resenha sobre Orgulho e Preconceito.

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  7. eis o motivo de eu sentir certa aversão ao genero romance de época. Li Orgulho e Preconceito na época da faculdade, e de lá pra cá - quando o gênero cresceu no mercado editorial brasileiro - vi uma enxurrada de séries e afins usando a premissa do livro como sendo fator determinando do gênero literário. xD

    O livro em si é bom, mas ver seus pormenores reproduzidos nas obras escritas atualmente meio que me fez 'pegar abuso' do gênero...

    bjs, Rose...

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  8. Oi Rose tudo bem? Adoro Jane Austen seus clássicos são famosos, por mostrar em uma época, mulher não tinha voz, mais a determinação poderia mudar sua vida, essa edição é linda! Parabéns pela resenha. Bjs!

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  9. Olá Rose!
    Um clássico e tanto né. Não conheço todas as obras da Jane Austen, mas Orgulho e Preconceito é uma história super envolvente, ainda mais por trazer tantos elementos históricos.
    Vale muito a pena essa leitura.
    Beijos!

    Camila de Moraes

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  10. Rose estou encantada com o blog! Ficou perfeito!
    São três em um esse! Maravilha, e todo esse trabalho, muito bem feito.
    Me deu vontade de ler.
    Abraços! Estou feliz de ver o tanto que está lindo o blog.

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  11. Olá!
    Eu amo essa edição e confesso que tenho medo de ler por receio de danificar a mesma. Jane Austen é uma autora incrível, que mesmo após deixar esse mundo há tantos anos, ainda é mencionada e aclamada pela literatura. Eu já amo o Mr Darcy sem nem mesmo ter lido Orgulho e Preconceito. Fico feliz que tenha gostado também e espero ler esse ano!

    beijinhos!

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  12. Oi. Razão e sensibilidade também não foi tão bom para mim quanto Orgulho e preconceito, simplesmente não me canso do filme e muito menos da adaptação, choro horrores. Acho que você começou bem na escolha do clássico ^^

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  13. Olá Rose,
    Eu já li esse livro duas vezes, uma numa versão mais curta em inglês e uma na versão completa em português. A primeira vez detestei esse livro. Achei os pensamentos da Lizzie cansativos e não compreendi como ela pôde julgar tanto uma pessoa assim. Já na segunda vez eu me vi encantada pela obra e cheguei a favorita-la, mas confesso que agora, ao ler sua resenha, eu não me sinto mais tão apaixonada pela história, acho que ela tem falhas, como muitas que vemos por aí e, por conta disso, vou fazer uma terceira leitura para formar uma opinião completa.
    Beijos

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  14. Pelas fotos, essa edição está encantadora... Dá até vontade de ter de tão bonita que está ;)
    Agora... Eu não sou fã de Jane Austen. Já tentei ler alguns de seus livros mas nunca consigo me envolver o suficiente para ter vontade de continuar e terminar a leitura. E olha que já achei que se deixasse passar o tempo e tentasse novamente poderia ver as obras com outros olhos, mas até agora nada mudou. acho que por mais interessante e elogiado que ela é, não faz mesmo meu estilo (e olha que eu adoro um romance de época!).
    Quem sabe mais para frente eu tente novamente... Afinal, teimosa para isso eu sou...rs
    Beijinhos,
    Lica

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