#Resenha Simon vs. a Agenda Homo Sapiens

Oi amigos, hoje tenho uma resenha muito especial para fazer para vocês. Convido a todos a perderem um pouquinho de seu tempo para conhecerem Simon.
Simon vs. a Agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli
272 páginas - Editora Intríseca
Ai gente, nem sei por onde começar a falar deste livro...
Simon tem 16 anos e mora em Shady Creek com seus pais e suas duas irmãs, Alice e Nora. Carismático, tem 2 amigos inseparáveis, Nick e a Leah, mas a Abby também está entrando neste grupo, que na hora do almoço escolar se estende ainda mais.
Simon é um bom aluno, e participa do grupo de teatro da escola. De sorriso fácil, leva a vida como todo garoto de sua idade. O que ninguém sabe, é que Simon é gay.
Aliás, ninguém não, pois Blue sabe. Mas quem é Blue? Blue meus amigos, é um amigo que Simon conheceu por um acaso e que durante um tempo vem trocando e-mails com ele. Acontece, que nem Blue e nem Simon se conhecem pessoalmente. Eles não sabem a identidade real de cada um. Sabem apenas que estudam na mesma escola. Eles se correspondem através de pseudônimos, onde Simon é Jaques. Blue também é gay, e ambos guardam este segredo para si e só conversam sobre isso nos emails.
Deito na cama sem entrar debaixo das cobertas. Odeio bagunçar o lençol sem necessidade. Sei que é estranho, mas faço a cama todos os dias, embora o resto do quarto seja um elo perdido de papéis e roupas sujas e livros amontoados de coisas. Às vezes, sinto como se minha cama fosse um bote salva-vidas.
O que eu gostei neste história toda, é que Simon não tem vergonha ou medo de ser gay. Ele só não assume isso porque ainda não está pronto. Ele sabe que sua família vai aceitar "na boa", assim como seus principais amigos. Para ele, apenas não chegou a hora certa. E assim parece ser para Blue.
A história muda um pouco quando entra na jogada Martin Addison, um garoto que estuda com Simon e que acaba descobrindo por um acaso esta troca de emails.
E eu odeio quando as pessoas dizem isso. Eu também me sinto seguro quanto à minha masculinidade. Sentir-se seguro quanto à sua masculinidade não é a mesma coisa que ser hétero.
Martin é um nerd desajeitado que está apaixonado por Abby, mas não sabe como conquistar a garota. De posse de alguns emails, ele faz chantagem com Simon, onde em troca de seu silêncio, Simon o ajudaria a conquistar a Abby, que é muito amiga dele. A princípio Simon tenta resistir, mas sem querer que Blue seja atingido, acaba cedendo e levando em banho Maria esta situação.
Enquanto isso, ele e Blue acabam se aproximando e aprofundando a relação nos emails. Fica nítido que eles estão se apaixonando. Aliás, é bonito ver a confiança que um vem desenvolvendo no outro. Blue está querendo assumir para a família, e Simon lhe dá todo o apoio. Mesmo assim, ele ainda não consegue convencer Blue de que devem se conhecer pessoalmente.
As aulas vão seguindo e Simon vai se equilibrando entre a curiosidade de conhecer pessoalmente Blue, as chantagens de Martin e o fato de não saber se já é hora dele mesmo sair do armário.
Mas é em pleno recesso de Natal que a bomba explode e Simon tem que decidir o que quer fazer. O seu maior medo é  perder Blue nesta confusão.
As coisas andam estranhas, e ele já começa a imaginar Blue em outros garotos. Decidido a resolver a situação de uma vez por todas, ele resolve aproveitar a apresentação de teatro e bola um plano. Ele precisa saber se desiste de tudo e segue em frente ou se vale a pena lutar. É quando ele precebe algo que muda tudo. Como ele não tinha visto isso antes? Agora é torcer para que este tempo perdido não tenha destruído tudo.
Claro, porque afinal tem pouca merda acontecendo na minha vida, né? Sou uma piada para as pessoas na escola, não consigo parar de pensar em um garoto, por quem acho que estou apaixonado, e ele pode ser uma pessoa que não suporto. E tenho certeza de que vou vomitar hoje.
Este livro é simplesmente fofo de tudo! Eu fiquei apaixonada por Simon, mas não daquela forma que sou apaixonada pelo Jamies (Outlander) ou pelo Roarke (Série Mortal). Aqui é outro tipo de amor, talvez um amor para com um filho, afinal Simon teria idade para ser meu filho.
O enredo é bem americano, ao longo da história notamos várias características da cultura e dos costumes americanos. Uma coisa que gostei muito foi a construção dos personagens. Não tem nenhum que tenha me desagradado. Mesmo Martin, nosso chantagista. Ele foi sim um cretino/idiota, mas ele não é aquela pessoa má, com sentimentos de querer fazer mal ao outro. 
O tema bullying também é abordado, como não poderia deixar de ser, mas não é o foco do livro. Mesmo assim gostei de ver como ele foi combatido.
A família de Simon é uma comédia, adorei os pais dele, assim como as irmãs. Aliás, que bonito a relação entre eles. É tão bom ler e principalmente sentir aquela relação verdadeira de família. Até por isso Simon é do jeito que é, ele tem base estrutural, coisa que tem faltado muito por aí.
Aliás, a lição de moral que Simon deu em Martin é outro destaque que cito do livro. As cenas finais foram de uma delicadeza e beleza sem iguais. São cenas muito own.
Não tenho nada para reclamar do livro, a não ser que ele acabou muito rápido. Recomendo para todos. 
Ah, se no autografo da autora ela escreveu que Simon me ama, hoje sou eu que escrevo: "Rose ama Simon <3 font="">

Para finalizar vou deixar um vídeo da autora onde ela apresenta seu livro:

*Este livro foi uma cortesia da editora.

#Resenha Simon vs. a Agenda Homo Sapiens

Oi amigos, hoje tenho uma resenha muito especial para fazer para vocês. Convido a todos a perderem um pouquinho de seu tempo para conhecerem Simon.
Simon vs. a Agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli
272 páginas - Editora Intríseca
Ai gente, nem sei por onde começar a falar deste livro...
Simon tem 16 anos e mora em Shady Creek com seus pais e suas duas irmãs, Alice e Nora. Carismático, tem 2 amigos inseparáveis, Nick e a Leah, mas a Abby também está entrando neste grupo, que na hora do almoço escolar se estende ainda mais.
Simon é um bom aluno, e participa do grupo de teatro da escola. De sorriso fácil, leva a vida como todo garoto de sua idade. O que ninguém sabe, é que Simon é gay.
Aliás, ninguém não, pois Blue sabe. Mas quem é Blue? Blue meus amigos, é um amigo que Simon conheceu por um acaso e que durante um tempo vem trocando e-mails com ele. Acontece, que nem Blue e nem Simon se conhecem pessoalmente. Eles não sabem a identidade real de cada um. Sabem apenas que estudam na mesma escola. Eles se correspondem através de pseudônimos, onde Simon é Jaques. Blue também é gay, e ambos guardam este segredo para si e só conversam sobre isso nos emails.
Deito na cama sem entrar debaixo das cobertas. Odeio bagunçar o lençol sem necessidade. Sei que é estranho, mas faço a cama todos os dias, embora o resto do quarto seja um elo perdido de papéis e roupas sujas e livros amontoados de coisas. Às vezes, sinto como se minha cama fosse um bote salva-vidas.
O que eu gostei neste história toda, é que Simon não tem vergonha ou medo de ser gay. Ele só não assume isso porque ainda não está pronto. Ele sabe que sua família vai aceitar "na boa", assim como seus principais amigos. Para ele, apenas não chegou a hora certa. E assim parece ser para Blue.
A história muda um pouco quando entra na jogada Martin Addison, um garoto que estuda com Simon e que acaba descobrindo por um acaso esta troca de emails.
E eu odeio quando as pessoas dizem isso. Eu também me sinto seguro quanto à minha masculinidade. Sentir-se seguro quanto à sua masculinidade não é a mesma coisa que ser hétero.
Martin é um nerd desajeitado que está apaixonado por Abby, mas não sabe como conquistar a garota. De posse de alguns emails, ele faz chantagem com Simon, onde em troca de seu silêncio, Simon o ajudaria a conquistar a Abby, que é muito amiga dele. A princípio Simon tenta resistir, mas sem querer que Blue seja atingido, acaba cedendo e levando em banho Maria esta situação.
Enquanto isso, ele e Blue acabam se aproximando e aprofundando a relação nos emails. Fica nítido que eles estão se apaixonando. Aliás, é bonito ver a confiança que um vem desenvolvendo no outro. Blue está querendo assumir para a família, e Simon lhe dá todo o apoio. Mesmo assim, ele ainda não consegue convencer Blue de que devem se conhecer pessoalmente.
As aulas vão seguindo e Simon vai se equilibrando entre a curiosidade de conhecer pessoalmente Blue, as chantagens de Martin e o fato de não saber se já é hora dele mesmo sair do armário.
Mas é em pleno recesso de Natal que a bomba explode e Simon tem que decidir o que quer fazer. O seu maior medo é  perder Blue nesta confusão.
As coisas andam estranhas, e ele já começa a imaginar Blue em outros garotos. Decidido a resolver a situação de uma vez por todas, ele resolve aproveitar a apresentação de teatro e bola um plano. Ele precisa saber se desiste de tudo e segue em frente ou se vale a pena lutar. É quando ele precebe algo que muda tudo. Como ele não tinha visto isso antes? Agora é torcer para que este tempo perdido não tenha destruído tudo.
Claro, porque afinal tem pouca merda acontecendo na minha vida, né? Sou uma piada para as pessoas na escola, não consigo parar de pensar em um garoto, por quem acho que estou apaixonado, e ele pode ser uma pessoa que não suporto. E tenho certeza de que vou vomitar hoje.
Este livro é simplesmente fofo de tudo! Eu fiquei apaixonada por Simon, mas não daquela forma que sou apaixonada pelo Jamies (Outlander) ou pelo Roarke (Série Mortal). Aqui é outro tipo de amor, talvez um amor para com um filho, afinal Simon teria idade para ser meu filho.
O enredo é bem americano, ao longo da história notamos várias características da cultura e dos costumes americanos. Uma coisa que gostei muito foi a construção dos personagens. Não tem nenhum que tenha me desagradado. Mesmo Martin, nosso chantagista. Ele foi sim um cretino/idiota, mas ele não é aquela pessoa má, com sentimentos de querer fazer mal ao outro. 
O tema bullying também é abordado, como não poderia deixar de ser, mas não é o foco do livro. Mesmo assim gostei de ver como ele foi combatido.
A família de Simon é uma comédia, adorei os pais dele, assim como as irmãs. Aliás, que bonito a relação entre eles. É tão bom ler e principalmente sentir aquela relação verdadeira de família. Até por isso Simon é do jeito que é, ele tem base estrutural, coisa que tem faltado muito por aí.
Aliás, a lição de moral que Simon deu em Martin é outro destaque que cito do livro. As cenas finais foram de uma delicadeza e beleza sem iguais. São cenas muito own.
Não tenho nada para reclamar do livro, a não ser que ele acabou muito rápido. Recomendo para todos. 
Ah, se no autografo da autora ela escreveu que Simon me ama, hoje sou eu que escrevo: "Rose ama Simon <3 font="">

Para finalizar vou deixar um vídeo da autora onde ela apresenta seu livro:

*Este livro foi uma cortesia da editora.

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