News Editora Vestígio e Autêntica

Oi amigos, vamos conhecer os lançamentos das Editoras Vestígio e Autêntica para o mês de outubro?

Era Um Garoto - O Soldado Brasileiro de Hitler
Livro-reportagem escrito pelo jornalista Tarcísio Badaró a partir do diário de Horst Brenke, um brasileiro filho de pais alemães que retornou com a família para Berlim durante a adolescência e foi forçado a integrar o exército de Hitler nos meses finais da Segunda Guerra Mundial. Capturado por soldados soviéticos, foi feito prisioneiro na Rússia por mais de um ano, período em que manteve o diário. Depois de libertado, sem documentos que comprovassem sua nacionalidade e com o português já vacilante, vagou pela Europa e encontrou muitas dificuldades para retornar ao Brasil, país que considerava seu verdadeiro lar. O livro é dividido em duas partes: a primeira consiste em uma narrativa tocante baseada nos relatos do diário de Horst e na pesquisa de Badaró; já a segunda apresenta a investigação do jornalista, que refez os passos de Horst pela Europa a fim de reconstituir sua história, uma história que nem mesmo sua família conhecia muito bem.
Ciência, Um Monstro
A Ciência é bem-sucedida? Será que existe apenas uma única Visão de Mundo Científica? Essas são algumas perguntas que o leitor encontrará nesta obra, fruto de um ciclo de conferências que Paul Feyerabend proferiu, em 1992, na Universidade de Trento, Itália. Em síntese, as Lezioni trentine de Feyerabend caracterizam a existência de uma entidade ou instituição unitária, coesa e harmônica – A Ciência – como um mito reducionista. Enquanto práxis, as ciências seriam um monstrum: um agregado heterogêneo, fragmentado e conflituoso de métodos, abordagens, tradições de pensamento, tendências epistêmicas, etc. O físico e filósofo austríaco também argumenta que os produtos da ideologia da Visão Visão de Mundo Científica não são universais, absolutos ou indiscutíveis, mas efeitos de processos histórico-sociais e de decisões existenciais os quais remontam aos primeiros intelectuais da Antiguidade grega. Tales, Pitágoras ou Platão seriam, pois, precursores da moderna Visão de Mundo Científica que busca por princípios abstratos, lógicos e objetivos subjacentes à diversidade dos eventos naturais e sociais. Nesse sentido, Ciência, um Monstro convida a um questionamento radical e consistente das premissas históricas e epistemológicas que sustentam o privilegiado status – cognitivo e cultural – de experts científicos em sociedades democráticas.
Renascença: A Série de Tv no Século XXI
“A TV é o novo cinema”, dizem os fãs atentos e os mais importantes críticos. É fato que a televisão norte-americana passa por uma era de ouro desde o começo dos anos 2000 e veio demandar uma atenção especial de qualquer apreciador das artes audiovisuais. Renascença: a série de TV no século XXI é um extenso e detalhado retrato de uma época particularmente interessante para a produção televisiva, elaborado a partir das melhores fontes ligadas à criação e à crítica de seriados norte-americanos e escrito especialmente para ajudar o espectador brasileiro a se situar em meio à avalanche de informações cotidianas sobre os programas de alta qualidade que compõem essa revolução. Conheça os detalhes desde a ideia inicial até o legado das grandes séries dos últimos anos, na frente e por detrás das câmeras, além de gêneros e subgêneros, práticas da indústria, termos usados pela imprensa e pelos fãs e discussões atuais dentro desse universo cultural que tem impacto direto em nosso dia a dia.
A União da Alma e do Corpo
Este livro transcreve o curso que MerleauPonty ofereceu em 1947-1948, na Escola Normal Superior (Paris).
Para muito além do aspecto oficial de aulas preparatórias com vistas à seleção de professores no ensino público francês, o leitor tem em mãos um texto de primeira grandeza. Nele se ouve a dicção do professor que reflete com Malebranche, por exemplo, a entrada do irrefletido na cena filosófica; com Maine de Biran, o papel da dúvida na gênese da evidência; com Bergson, o começo de uma precisa delimitação da criatividade em história da filosofia. Assim, apresenta-se um pensamento orgânico sobre a união da alma e do corpo, sem descurar do campo temático cartesiano, especialmente pelo que este comporta de “mítico”, no sentido platônico do termo, e de “histórico”, em acepção bastante peculiar. Já na primeira aula, Merleau-Ponty dirá: “Toda a história da filosofia é uma retomada pessoal pelo filósofo do problema que ele estuda”. De modo que “a objetividade da história da filosofia só se encontra no exercício da subjetividade”, fórmula que anuncia questões retomadas em Elogio da filosofia (aula inaugural no Collège de France).
Mas importa salientar que neste livro se ouve principalmente a voz do filósofo. Na unidade da reflexão, Merleau-Ponty pratica um estilo de interrogação singular em que o pensamento, longe de se apreender como “coisa”, é, em certo sentido, um “ato”. Se o leitor é convidado a satisfazer o seu gosto pela evidência e aprimorar o seu senso para ambiguidades fecundas, é porque, no fundo, “pensar é captar os resultados dos quais não temos todas as premissas”. Também para o leitor-ouvinte é preciso, portanto, fundar o pensamento possível sobre o pensamento atual, e não o inverso.
Espinosa Subversivo
Esta coletânea reúne dois livros – Espinosa Subversivo (1992) e Espinosa e nós (2010) –, além de outros ensaios esparsos que Antonio Negri publicou sobre Espinosa entre 1983 e 2009: um texto escrito nos cárceres romanos (onde a derrota é ocasião de crítica e reinvenção teórica), outros no exílio parisiense (1983-1997), outros ainda quando do retorno à Itália (e à prisão), além de intervenções recentes (2005-2009) – textos expressos com os sortilégios da “lírica paduana”, aquela que atinge as alturas do conceito temperando-o com entusiasmo desencantado. Como diz o autor: “Foi estudando Espinosa que comecei a fazer filosofia, por mim, para as minhas coisas”; “Espinosa foi para mim um meio de abandonar o leninismo”; “Espinosa foi a minha outra grande leitura na prisão” (ao lado do Livro de Jó, parábola do sofrimento daquele que “talvez tenha sido mais justo que Abraão”). Os textos testemunham a longa travessia de Negri e reiteram o que ele reconhecia nos juízes que o condenaram em 1979: melhor que ninguém, sabiam o significado da palavra “comunismo”. Esse sonho do comunismo como mutação antropológica, que pode ser domado, mas não anulado, Negri reencontra em Espinosa – que lhe dá régua e compasso para a resistência em favor de novos modos de pensar e fazer política.

Então amigos, o que acharam das novidades?

6 comentários:

  1. era um garoto é com certeza uma trama que me atrai, tanto pela pegada de guerra quanto pela curiosidade que desencadeou
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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    1. Foi o que mais me chamou atenção também.
      Bjs!

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  2. Olá.
    Gostaria de ler Era um Garoto. Esse tema sempre me chama a atenção. Com certeza uma leitura informativa e reflexiva.
    Abraços.

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  3. Rose!
    Muito bom lançamentos.
    gostaria de ler O soldado brasileiro de Hitler.
    “Das coisas que a sabedoria proporciona para tornar a vida inteiramente feliz, a maior de todas é uma amizade”.(Epicuro)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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