#Resenha O Xangô de Baker Street

Oi amigos, hoje tenho mais uma resenha nacional e desta vez ela faz parte de um dos meus Desafios Literários. Espero que gostem!
O Xangô de Baker Street - Jô Soares
352 páginas - Companhia das Letras
Estamos no Brasil de 1886, em pleno reinado de D. Pedro II. Nossa capital é o Rio de Janeiro, que está prestes a conhecer o primeiro serial killer da história.
A cidade está em polvorosa com a chegada da famosa e talentosa Sarah Bernhardt para uma temporada de apresentações pela cidade.
Infelizmente, nem tudo são festas, pois dois crimes bárbaros são cometidos. Duas moças que não tem nenhuma ligação são barbaramente assassinadas, tendo suas orelhas decepadas e no corpo delas é deixado uma corda de um instrumento musical.
Mas é o sumiço do valioso violino Stradivarius que D. Pedro II dera secretamente para a baronesa de Avaré que acaba trazendo o famoso detetive inglês Sherlock Holmes ao Brasil. Sabendo do problema, Sarah acaba aconselhando D. Pedro a chamar seu amigo detetive ao Brasil, coisa que o Imperador fez sem pestanejar. E com a vinda de Holmes para investigar o sumiço do violino, Mello Pimenta decide aproveitar e pedir ajuda ao cérebre detetive no caso dos assassinatos. 
Já em terras brasileiras, Holmes começa suas investigações, e o leitor se deleita com algumas das peripécias do detetive e do seu fiel escudeiro Watson.
Engana-se quem pensa que o texto é tenso, pois em muitas passagens é impossível segurar a risada diante do humor que Jô Soares emprega em seu enredo. Há sim o suspense por conta dos crimes, eu mesma, por mais que tenha tentado, não consegui descobrir quem era o culpado, e não estou sozinha nesta... 
Outra coisa que adorei no livro, além destas tiradas inteligentes, foi a união da realidade e ficção. Com a participação de muitos nomes conhecidos da época, como Olavo Bilac, Chiquinha Gonzaga, Guimarães Passos, Coelho Neto, entre outros, Jô Soares faz o leitor passear por locais famosos na época, como o Palácio de Vidro de Petrópolis, os Arcos da Lapa e a Confeitaria do Paschoal. Em vários momentos eu me peguei consultando o google para ver fotos do local citado ou até mesmo um pequeno resumo dos personagens que eram reais. Eu particularmente gosto de enredos assim, e mais uma vez não me decepcionei com Jô Soares.
Um texto inteligente, ágil e gostoso, onde não apenas conhecemos um frio assassino, como também entendemos porque esta aventura brasileira de Holmes ficou tanto tempo escondida... Leiam sem medo e culpa, e preparem-se para boas risadas.

Para quem não sabe, o livro virou filme, por isso vou deixar o trailer dele para vocês. Como eu gostei do livro, vou procurar assistir, pois até hoje não vi.

Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário 2018, na letra "X". Para ler as outras resenhas do desafio, basta clicar na imagem abaixo:

#Resenha O Xangô de Baker Street

Oi amigos, hoje tenho mais uma resenha nacional e desta vez ela faz parte de um dos meus Desafios Literários. Espero que gostem!
O Xangô de Baker Street - Jô Soares
352 páginas - Companhia das Letras
Estamos no Brasil de 1886, em pleno reinado de D. Pedro II. Nossa capital é o Rio de Janeiro, que está prestes a conhecer o primeiro serial killer da história.
A cidade está em polvorosa com a chegada da famosa e talentosa Sarah Bernhardt para uma temporada de apresentações pela cidade.
Infelizmente, nem tudo são festas, pois dois crimes bárbaros são cometidos. Duas moças que não tem nenhuma ligação são barbaramente assassinadas, tendo suas orelhas decepadas e no corpo delas é deixado uma corda de um instrumento musical.
Mas é o sumiço do valioso violino Stradivarius que D. Pedro II dera secretamente para a baronesa de Avaré que acaba trazendo o famoso detetive inglês Sherlock Holmes ao Brasil. Sabendo do problema, Sarah acaba aconselhando D. Pedro a chamar seu amigo detetive ao Brasil, coisa que o Imperador fez sem pestanejar. E com a vinda de Holmes para investigar o sumiço do violino, Mello Pimenta decide aproveitar e pedir ajuda ao cérebre detetive no caso dos assassinatos. 
Já em terras brasileiras, Holmes começa suas investigações, e o leitor se deleita com algumas das peripécias do detetive e do seu fiel escudeiro Watson.
Engana-se quem pensa que o texto é tenso, pois em muitas passagens é impossível segurar a risada diante do humor que Jô Soares emprega em seu enredo. Há sim o suspense por conta dos crimes, eu mesma, por mais que tenha tentado, não consegui descobrir quem era o culpado, e não estou sozinha nesta... 
Outra coisa que adorei no livro, além destas tiradas inteligentes, foi a união da realidade e ficção. Com a participação de muitos nomes conhecidos da época, como Olavo Bilac, Chiquinha Gonzaga, Guimarães Passos, Coelho Neto, entre outros, Jô Soares faz o leitor passear por locais famosos na época, como o Palácio de Vidro de Petrópolis, os Arcos da Lapa e a Confeitaria do Paschoal. Em vários momentos eu me peguei consultando o google para ver fotos do local citado ou até mesmo um pequeno resumo dos personagens que eram reais. Eu particularmente gosto de enredos assim, e mais uma vez não me decepcionei com Jô Soares.
Um texto inteligente, ágil e gostoso, onde não apenas conhecemos um frio assassino, como também entendemos porque esta aventura brasileira de Holmes ficou tanto tempo escondida... Leiam sem medo e culpa, e preparem-se para boas risadas.

Para quem não sabe, o livro virou filme, por isso vou deixar o trailer dele para vocês. Como eu gostei do livro, vou procurar assistir, pois até hoje não vi.

Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário 2018, na letra "X". Para ler as outras resenhas do desafio, basta clicar na imagem abaixo:

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