#Resenha Como Eu Era Antes de Você

Oi amigos, hoje tenho a resenha de um livro que há muito tempo eu queria ler. Vamos lá conferir?
Como Eu Era Antes de Você #1 - Jojo Moyes
320 páginas - Editora Intrínseca
Will Traynor é um homem rico e poderoso. CEO de uma grande companhia, trabalhava duro, mas também aproveitava bem o que a vida e o dinheiro poderiam lhe dar. Tudo isso mudou quando ele foi atropelado por um motoqueiro. Sua vida, antes tão ativa, ficou resumida a uma cadeira de rodas. Tetraplégico, sua rotina, antes tão dinâmica, agora era ir de casa para o hospital. Ele via a vida passar através da janela.
Ele já não queira mais esta situação, e pediu para que seus pais acabassem com seu sofrimento, ou que aceitassem esta decisão dele. Coisa que obviamente não quiseram nem cogitar.
Mesmo sem pode fazer muita coisa sozinho, Will conseguiu dar seu aviso, ele preferia morrer a continuar vegetando como estava. Desesperada, e sem saber o que fazer, a mãe dele, Sra. Traynor, aceitou o pedido do filho, mas em troca, pediu mais 6 meses de vida dele. Um acordo então foi selado. Will viveria mais 6 meses e então poderia dar fim a sua vida, como tanto desejava.
Mas a Sra Traynor tinha outros planos na mente. E para se certificar de que não correria nenhum perigo nestes 6 meses, contratou uma cuidadora que ajudaria Nathan, enfermeiro do filho, nesta reta final. Na verdade, esta cuidadora seria mais uma babá para que Will não tentasse nenhuma loucura.
É então que entra em cena Louisa Clarke (Lou), um jovem que não tem muitos sonhos ou expectativas. Ela mora do outro lado do castelo junto com os pais, e acabara de perder o emprego. Ela não tinha nenhuma experiência como cuidadora, muito menos com tetraplégico, mas isso não era de fato tão importante.
O que a Sra. Traynor não imaginou fosse que aquela guria falante e que se vestia de modo tão estranho fosse aos poucos rompendo a barreira que Will se auto impôs.
Lou passou então a ser uma aliada, e recebeu a missão de fazer Will mudar de ideia em relação a não querer mais viver.
Apesar da proximidade que ambos desenvolveram, Lou não sabia muito o que fazer para ajudar Will, mas também não queria entregar os pontos e muito menos deixar que ele desistisse. O que ambos não estavam percebendo, era que o sentimento que estava nascendo entre eles, não era apenas o de amizade. 
Se de um lado Lou quer que Will perceba que era possível levar uma vida mesmo preso a uma cadeira de rodas, Will queria que Lou percebesse que ela não poderia deixar a vida passar sem nada fazer. Ele queria que ela pensasse e acreditasse mais em si mesma. Eram dois pólos tão diferentes, com pontos de vistas tão opostos, que parecia difícil se darem tão bem. Mas ele viram um no outro, fatos que as pessoas ao redor deles não notaram, ou não quiseram ver.
Agora resta saber se diante deste novo momento de vida, com Lou a seu lado, disposta a lutar por ele e com ele, se Will estaria disposto a esquecer o desejo de morrer.
Uma história tocante e que leva a muitas reflexões. Muito se falou deste livro, muitos acharam que Will era egoísta por querer se matar e não pensar na família, mas não eu. Eu não o achei egoísta, e entendi perfeitamente seu ponto de vista. Claro que a família iria sofrer, mas nenhum deles estava na pele do Will para saber o tamanho do sofrimento dele. E não seria egoísmo maior querer que alguém viva, só para você não chorar?
Eu não tinha lido ou mesmo visto o filme, e acabei fazendo ambos quase que simultaneamente. Vi o filme em um dia e li o livro no outro. Achei o filme bem fiel ao livro, e me emocionei em alguns momentos. Até mais que o livro. E em ambos, tive o mesmo sentimento de compreensão pelo desejo de Will. Assim como também senti um certo egoísmo da família dele, principalmente no livro. A irmã, para mim foi a mais egoísta. Chegou cheia de razão, soltando veneno, mas cadê que ficou ao lado dele?? Claro que não, afinal, ela tinha a própria vida. E aqui é o "x" da questão, se a vida era dele, então mais do que certo que ele decidisse o que queria e como queria.
Um enredo para pensar, refletir, debater e se emocionar. Cada um vai ter uma opinião, e com certeza não será a correta. Certo mesmo é que precisa de coragem para ver sua vida ser transforma daradicalmente de uma hora para outra. Coragem é saber que você não vai melhorar mais do que aquilo, e coragem maior é saber a hora de dar um basta, ou não...
E você, já leu este livro? Já viu o filme? O que achou?

Para finalizar, vou deixar o trailer do filme para vocês:
Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário Livreando 2018 (#DLL2018) no item "livro que virou filme ou série". Para ler outras resenhas deste desafio, basta clicar na imagem abaixo:

#Resenha Como Eu Era Antes de Você

Oi amigos, hoje tenho a resenha de um livro que há muito tempo eu queria ler. Vamos lá conferir?
Como Eu Era Antes de Você #1 - Jojo Moyes
320 páginas - Editora Intrínseca
Will Traynor é um homem rico e poderoso. CEO de uma grande companhia, trabalhava duro, mas também aproveitava bem o que a vida e o dinheiro poderiam lhe dar. Tudo isso mudou quando ele foi atropelado por um motoqueiro. Sua vida, antes tão ativa, ficou resumida a uma cadeira de rodas. Tetraplégico, sua rotina, antes tão dinâmica, agora era ir de casa para o hospital. Ele via a vida passar através da janela.
Ele já não queira mais esta situação, e pediu para que seus pais acabassem com seu sofrimento, ou que aceitassem esta decisão dele. Coisa que obviamente não quiseram nem cogitar.
Mesmo sem pode fazer muita coisa sozinho, Will conseguiu dar seu aviso, ele preferia morrer a continuar vegetando como estava. Desesperada, e sem saber o que fazer, a mãe dele, Sra. Traynor, aceitou o pedido do filho, mas em troca, pediu mais 6 meses de vida dele. Um acordo então foi selado. Will viveria mais 6 meses e então poderia dar fim a sua vida, como tanto desejava.
Mas a Sra Traynor tinha outros planos na mente. E para se certificar de que não correria nenhum perigo nestes 6 meses, contratou uma cuidadora que ajudaria Nathan, enfermeiro do filho, nesta reta final. Na verdade, esta cuidadora seria mais uma babá para que Will não tentasse nenhuma loucura.
É então que entra em cena Louisa Clarke (Lou), um jovem que não tem muitos sonhos ou expectativas. Ela mora do outro lado do castelo junto com os pais, e acabara de perder o emprego. Ela não tinha nenhuma experiência como cuidadora, muito menos com tetraplégico, mas isso não era de fato tão importante.
O que a Sra. Traynor não imaginou fosse que aquela guria falante e que se vestia de modo tão estranho fosse aos poucos rompendo a barreira que Will se auto impôs.
Lou passou então a ser uma aliada, e recebeu a missão de fazer Will mudar de ideia em relação a não querer mais viver.
Apesar da proximidade que ambos desenvolveram, Lou não sabia muito o que fazer para ajudar Will, mas também não queria entregar os pontos e muito menos deixar que ele desistisse. O que ambos não estavam percebendo, era que o sentimento que estava nascendo entre eles, não era apenas o de amizade. 
Se de um lado Lou quer que Will perceba que era possível levar uma vida mesmo preso a uma cadeira de rodas, Will queria que Lou percebesse que ela não poderia deixar a vida passar sem nada fazer. Ele queria que ela pensasse e acreditasse mais em si mesma. Eram dois pólos tão diferentes, com pontos de vistas tão opostos, que parecia difícil se darem tão bem. Mas ele viram um no outro, fatos que as pessoas ao redor deles não notaram, ou não quiseram ver.
Agora resta saber se diante deste novo momento de vida, com Lou a seu lado, disposta a lutar por ele e com ele, se Will estaria disposto a esquecer o desejo de morrer.
Uma história tocante e que leva a muitas reflexões. Muito se falou deste livro, muitos acharam que Will era egoísta por querer se matar e não pensar na família, mas não eu. Eu não o achei egoísta, e entendi perfeitamente seu ponto de vista. Claro que a família iria sofrer, mas nenhum deles estava na pele do Will para saber o tamanho do sofrimento dele. E não seria egoísmo maior querer que alguém viva, só para você não chorar?
Eu não tinha lido ou mesmo visto o filme, e acabei fazendo ambos quase que simultaneamente. Vi o filme em um dia e li o livro no outro. Achei o filme bem fiel ao livro, e me emocionei em alguns momentos. Até mais que o livro. E em ambos, tive o mesmo sentimento de compreensão pelo desejo de Will. Assim como também senti um certo egoísmo da família dele, principalmente no livro. A irmã, para mim foi a mais egoísta. Chegou cheia de razão, soltando veneno, mas cadê que ficou ao lado dele?? Claro que não, afinal, ela tinha a própria vida. E aqui é o "x" da questão, se a vida era dele, então mais do que certo que ele decidisse o que queria e como queria.
Um enredo para pensar, refletir, debater e se emocionar. Cada um vai ter uma opinião, e com certeza não será a correta. Certo mesmo é que precisa de coragem para ver sua vida ser transforma daradicalmente de uma hora para outra. Coragem é saber que você não vai melhorar mais do que aquilo, e coragem maior é saber a hora de dar um basta, ou não...
E você, já leu este livro? Já viu o filme? O que achou?

Para finalizar, vou deixar o trailer do filme para vocês:
Esta resenha faz parte do meu Desafio Literário Livreando 2018 (#DLL2018) no item "livro que virou filme ou série". Para ler outras resenhas deste desafio, basta clicar na imagem abaixo:

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