#Resenha 12 Anos de Escravidão

Oi amigos, hoje eu tenho a resenha de um livro único. Ele é único não por falar sobre escravidão, mas por ser uma história real de um homem que nasceu livre e foi vendido como escravo.
12 Anos de Escravidão - Solomon Northup
258 páginas - Editora Seoman
Em 2013 chegava as telas do cinema o filme 12 Anos de Escravidão. Um filme ganhador de 3 Oscar cujo o enredo era baseado em um livro de memórias escrito em 1853 por Solomon Northup.
Solomon foi um homem negro, nascido em 10 de julho de 1808 no vilarejo de Schroon, Nova York. Casado com Anne e pai de três filhos: Alonzo, Margaret e Elizabeth. Depois de um tempo a família mudou-se para Saratoga Springs, onde Solomon teve vários tipos de emprego.
Em março de 1841, Solomon aceita uma proposta de emprego de Merril Brown e Abram Hamilton. Ele tocaria seu amado violino em um circo de Washington. Foi quando sua vida mudou drasticamente.
O emprego na verdade era uma farsa, e os dois homens queriam mesmo era vendê-lo como escravo. Dopado, Solomon acorda acorrentado na casa de escravos de Willians, sem dinheiro e sem seus documentos. Apesar de explicar o ocorrido, Solomon acaba recebendo o que seria a primeira de várias surras. James H. Burch deixou claro para Solomon que o melhor para ele seria esquecer esta história de negro livre. Ali nascia Platt Hamilton, um escravo foragido da Geórgia.
Levado para o sul, Solomon foi vendido e passou a trabalhar como escravo na região de Bayou Boeuf, Louisiana. Em 12 anos que viveu como escravo, Solomon teve 3 donos: William Prince Ford, a quem despensa comentários bondosos, e os infames John Tibeats e Edwin Epps. Este último inclusive ele passou 10 anos sob seu comando.
Neste livro conhecemos o relato real ou pelo menos de alguns dos fatos que Solomon achou por bem falar sobre este período em que ele foi obrigado e viver como escravo.
Seus medos, sua raiva e suas esperanças, tudo é narrado ao longo do livro. Solomon cita também dois confrontos importantes que teve com Tibeats, e que quase resultaram em sua morte.
Por ter vivido 10 anos com Epps, grande parte da narrativa vem deste período. Epps era um lunático que não tinha respeito ou consideração por nenhum de seus escravos. Quando bêbado, e isso era quase sempre, adorava açoitá-los por qualquer motivo. Não posso dizer que sóbrio era muito diferente, pois o mesmo não dava trégua.
A sorte de Solomon voltou a brilhar quando Epps contratou o carpinteiro Samuel Bass, um homem com idéias próprias e contrárias à escravidão. Designado a trabalhar com Bass, Solomon arrisca sua vida contando ao canadense toda a verdade sobre sua história. Bass fica comovido, e jura ajudar Solomon a voltar para sua vida verdadeira.
E quando Solomon acha que tudo está perdido, eis que acontece uma cena há muito sonhada por ele.
As poucas páginas do livro são suficientes para captar todo o sofrimento passado não só por Solomon como pelos escravos da época, ou por qualquer homem que tenha tido a infelicidade de ter nascido negro nesta época.
O relato dos anos de cativeiro sofrido por ele foi o primeiro a lançar o alerta não só pelos maus tratos e violências sofridas pelos escravos do sul do país, como também autenticar a veracidade de que homens livres eram raptados e vendidos como escravos.
Tudo bem que em tese, todos os escravos existentes uma hora foram raptados de algum lugar e obrigados a serem escravos, mas aqui, o que temos que imaginar, é um mundo onde homens nasciam livres e outros escravos por conta de sua cor.
Solomon tornou-se um abolicionista e passou a dar palestras sobre sua história. Até hoje seu livro é usado em escolas americanas.
Um livro para ler e aprender. Não vou dizer que para se emocionar também, pois apesar da trama forte, o livro ficou carente de emoção. Vejam bem, não é que o livro seja ruim, longe disso, ele é muito bom, mas não tem emoção. Acho que esta não foi a intenção de Solomon. Suas memórias não eram para emocionar as pessoas, e sim para servirem de alerta para as pessoas sobre o que estava acontecendo ao redor delas, e por isso, cumpriu sua função. Lógico que os fatos narrados são tristes e duros, e se formos imaginá-los a emoção acaba batendo. Mas a narrativa usada por Solomon é pragmática e sistemática, e a meu ver, ele não usa de emoção para descrevê-las. Apesar do sofrimento não só dele, mas de todos ser humano obrigado a viver nestas condições, Solomon em nenhum momento se coloca como vítima ou pobre coitado. 
Não sei se estou sendo clara em relação ao livro ser carente de sentimentos, mas foi isso que eu senti. O engraçado, é que o grupo que leu comigo o livro para o nosso Clube do Livro, sentiu a mesma falta de emoção na narrativa, e todas concordaram que o livro é bom.
Se compararmos com o filme, aí então que notamos a diferença em relação a estas emoções. Não só por conta da parte visual que temos no filme, mas a própria forma como a história é narrada, deixa mais claro o que senti na leitura. O filme é fiel ao livro, e em muitos momentos chorei, o que não ocorreu com o livro.
Tem duas partes do livro que me impactaram mais, a primeira foi quando ele acordou como escravo e a outra quando ele viu a luz da liberdade. Um livro que foi premiado com um filme excelente. Uma história que todos deveriam conhecer, seja lendo ou vendo.
Confiram o trailer do filme:
*Livro lido para o Clube do Livro
a Rafflecopter giveaway

#Resenha 12 Anos de Escravidão

Oi amigos, hoje eu tenho a resenha de um livro único. Ele é único não por falar sobre escravidão, mas por ser uma história real de um homem que nasceu livre e foi vendido como escravo.
12 Anos de Escravidão - Solomon Northup
258 páginas - Editora Seoman
Em 2013 chegava as telas do cinema o filme 12 Anos de Escravidão. Um filme ganhador de 3 Oscar cujo o enredo era baseado em um livro de memórias escrito em 1853 por Solomon Northup.
Solomon foi um homem negro, nascido em 10 de julho de 1808 no vilarejo de Schroon, Nova York. Casado com Anne e pai de três filhos: Alonzo, Margaret e Elizabeth. Depois de um tempo a família mudou-se para Saratoga Springs, onde Solomon teve vários tipos de emprego.
Em março de 1841, Solomon aceita uma proposta de emprego de Merril Brown e Abram Hamilton. Ele tocaria seu amado violino em um circo de Washington. Foi quando sua vida mudou drasticamente.
O emprego na verdade era uma farsa, e os dois homens queriam mesmo era vendê-lo como escravo. Dopado, Solomon acorda acorrentado na casa de escravos de Willians, sem dinheiro e sem seus documentos. Apesar de explicar o ocorrido, Solomon acaba recebendo o que seria a primeira de várias surras. James H. Burch deixou claro para Solomon que o melhor para ele seria esquecer esta história de negro livre. Ali nascia Platt Hamilton, um escravo foragido da Geórgia.
Levado para o sul, Solomon foi vendido e passou a trabalhar como escravo na região de Bayou Boeuf, Louisiana. Em 12 anos que viveu como escravo, Solomon teve 3 donos: William Prince Ford, a quem despensa comentários bondosos, e os infames John Tibeats e Edwin Epps. Este último inclusive ele passou 10 anos sob seu comando.
Neste livro conhecemos o relato real ou pelo menos de alguns dos fatos que Solomon achou por bem falar sobre este período em que ele foi obrigado e viver como escravo.
Seus medos, sua raiva e suas esperanças, tudo é narrado ao longo do livro. Solomon cita também dois confrontos importantes que teve com Tibeats, e que quase resultaram em sua morte.
Por ter vivido 10 anos com Epps, grande parte da narrativa vem deste período. Epps era um lunático que não tinha respeito ou consideração por nenhum de seus escravos. Quando bêbado, e isso era quase sempre, adorava açoitá-los por qualquer motivo. Não posso dizer que sóbrio era muito diferente, pois o mesmo não dava trégua.
A sorte de Solomon voltou a brilhar quando Epps contratou o carpinteiro Samuel Bass, um homem com idéias próprias e contrárias à escravidão. Designado a trabalhar com Bass, Solomon arrisca sua vida contando ao canadense toda a verdade sobre sua história. Bass fica comovido, e jura ajudar Solomon a voltar para sua vida verdadeira.
E quando Solomon acha que tudo está perdido, eis que acontece uma cena há muito sonhada por ele.
As poucas páginas do livro são suficientes para captar todo o sofrimento passado não só por Solomon como pelos escravos da época, ou por qualquer homem que tenha tido a infelicidade de ter nascido negro nesta época.
O relato dos anos de cativeiro sofrido por ele foi o primeiro a lançar o alerta não só pelos maus tratos e violências sofridas pelos escravos do sul do país, como também autenticar a veracidade de que homens livres eram raptados e vendidos como escravos.
Tudo bem que em tese, todos os escravos existentes uma hora foram raptados de algum lugar e obrigados a serem escravos, mas aqui, o que temos que imaginar, é um mundo onde homens nasciam livres e outros escravos por conta de sua cor.
Solomon tornou-se um abolicionista e passou a dar palestras sobre sua história. Até hoje seu livro é usado em escolas americanas.
Um livro para ler e aprender. Não vou dizer que para se emocionar também, pois apesar da trama forte, o livro ficou carente de emoção. Vejam bem, não é que o livro seja ruim, longe disso, ele é muito bom, mas não tem emoção. Acho que esta não foi a intenção de Solomon. Suas memórias não eram para emocionar as pessoas, e sim para servirem de alerta para as pessoas sobre o que estava acontecendo ao redor delas, e por isso, cumpriu sua função. Lógico que os fatos narrados são tristes e duros, e se formos imaginá-los a emoção acaba batendo. Mas a narrativa usada por Solomon é pragmática e sistemática, e a meu ver, ele não usa de emoção para descrevê-las. Apesar do sofrimento não só dele, mas de todos ser humano obrigado a viver nestas condições, Solomon em nenhum momento se coloca como vítima ou pobre coitado. 
Não sei se estou sendo clara em relação ao livro ser carente de sentimentos, mas foi isso que eu senti. O engraçado, é que o grupo que leu comigo o livro para o nosso Clube do Livro, sentiu a mesma falta de emoção na narrativa, e todas concordaram que o livro é bom.
Se compararmos com o filme, aí então que notamos a diferença em relação a estas emoções. Não só por conta da parte visual que temos no filme, mas a própria forma como a história é narrada, deixa mais claro o que senti na leitura. O filme é fiel ao livro, e em muitos momentos chorei, o que não ocorreu com o livro.
Tem duas partes do livro que me impactaram mais, a primeira foi quando ele acordou como escravo e a outra quando ele viu a luz da liberdade. Um livro que foi premiado com um filme excelente. Uma história que todos deveriam conhecer, seja lendo ou vendo.
Confiram o trailer do filme:
*Livro lido para o Clube do Livro
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