#Resenha A Casa do Céu


Oi meus amigos, hoje eu tenho um livro especial para falar. Especial porque é uma história verídica e que aconteceu a poucos anos atrás lá na Somália. Uma história que aconteceu e acontece em pleno século 21 e que eu estou ainda digerindo e fico me perguntando como a Amanda conseguiu superar tudo isso. Vamos logo ao livro:

A Casa do Céu - Amanda Lindhout e Sara Corbett
448 páginas - Editora Novo Conceito

Vamos do início, a Amanda é uma  jornalista humanitária canadense que foi sequestrada na Somália e ficou como refém durante 460 dias. Isso mesmo, vocês estão lendo corretamente, foram 460 dias mantida em cativeiro. Ela resolveu nos contar sua experiência. 
Amanda cresceu em um lar violento, sua mãe só se envolvia com caras violentos, e mesmo não tendo relatado nenhuma agressão a ela ou a seus irmãos, eles no entanto sempre presenciavam e ouviam as intermináveis brigas que sua mãe tinha com os namorados. 
Seu pai morava com um outro homem, e para superar e até mesmo esquecer o pequeno inferno que vivia, ela se perdia no mundo descrito nas páginas das revistas National Geographic.
Quando completou 19 anos, foi morar com um namorado e arranjou um emprego de garçonete em baladas luxuosas. Poupando todas as suas gorjetas, ela aos 24 anos começou a realizar seu sonho de conhecer o mundo. Mas ela não queria simplesmente conhecer o mundo, ela queria entender o mundo em que vivia e então ter uma vida com algum significado. Para que isso acontecesse, ela viajou a várias zonas de conflitos. Com um mochilão nas costas e muita coragem na bagagem, ela foi para diversos países, como Afeganistão, Bagdá, Síria, Paquistão entre outros. 
No meio destas viagens, começou a trabalhar como repórter e a contar o que via por onde passava. Mesmo com os constantes pedidos de sua mãe, ela não desistia de suas viagens e sempre estava com o perigo batendo em seu cangote. Mas como todo jovem, ela não acreditava que alguma coisa de ruim pudesse acontecer com ela.


Foi então que em agosto 2008 ela viajou para a Somália, conhecido como o lugar mais perigoso do mundo. Com sua mochila nas costas, ela, seu ex namorado, um tradutor e um guia foram conhecer um campo de refugiados mantido por uma médica humanitária. Mas eles não chegaram ao seu destino, foram sequestrados no meio do caminho. Foi então que começou o calvário de Amanda. Se no início ela pensava que tudo se tratava de um mal entendido e que tudo se resolveria rapidamente, ela aos poucos foi percebendo que sua situação não era nada boa. Ela estava presa, nas mãos de uns rebeldes, em um país muçulmano onde as mulheres não tinham voz para nada. As coisas só pioravam, ela era a única mulher no meio de um bando de homens, e o preço que pediram de resgate era de 1 milhão! Dinheiro este que sua família não tinha nem onde arranjar.


Para se proteger um pouco, ela decidiu virar muçulmana, e junto com Nigel (seu ex namorado) acabaram se convertendo. Mas isso não adiantou em nada, Amanda foi vítima de surras, espancamentos e estupros. Viveu um inferno enquanto esteve presa. Pensou em desistir e se matar, mas nunca realmente tentou. Enfrentou o medo, a fome, as humilhações, as noites mal dormidas, as febres e um sem número de fatos que só lendo para saber. Para se manter viva, ela buscou a fé. Para se manter sã, ela passou a construir várias casas imaginárias, e era lá que ela ia quando queria se desligar do que acontecia com ela mesma. Prometeu a si mesma que sairia dali e que se tornaria uma pessoa melhor. Ajudaria a quem precisasse. Em 25 de outubro de 2009, ela foi solta depois que seu resgate foi pago, e desde então, mantém uma carreira filantrópica. Em 2010, fundou a Lindhout Fundação Global Enriquecimento para criar mais oportunidades na Somália,  oferecendo bolsas de estudos universitários para as mulheres.


Um livro forte, impactante, que nos leva às lágrimas. Eu fiquei muito triste enquanto lia o relato da Amanda. Fiquei triste, revoltada, tive raiva, ódio, medo... Um conjunto de emoções que me consumiram, que me fizeram acreditar que a humanidade realmente é um caso perdido. Homens que matam homens em nome de uma fé e de um Deus que eu tenho certeza não queria ou quer nada disso.
Eu não sei como a Amanda conseguiu sobreviver a tudo que passou, eu acho que não conseguiria, que teria desistido de tudo. Amanda é forte e guerreira, como toda mulher. Ela foi a única coisa que ainda me fez manter a fé, pois é o mínimo que eu poderia fazer depois que terminei a leitura, além de chorar...

*Todas as imagens foram retiradas da internet.
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23 comentários:

  1. Gladys Sena17/12/13

    Oi Rose, a editora está investindo nessa série, mas a maioria não curtiu, :\


    Bj!

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  2. Gladys Sena17/12/13

    Oi Rose, não sei se tenho 'coragem' para essa leitura, bj!

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  3. Michele Bowkunowicz17/12/13

    Nossa, bem forte esse livro. Se eu lesse iria chorar litros!!
    mas não sei se irei, não curto muito.

    http://www.lostgirlygirl.com/
    bjos

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  4. Acho que está não foi a melhor série que comecei a ler, mas o curiosidade para desvendar o desfecho final fala mais alto... rrsrsrs

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  5. Depois desta resenha quero muito ler este livro.

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  6. Oliveira17/12/13

    Não comecei a leitura dessa série, alguns gostam outros detestam, então só lendo para saber. E, séries estou lendo quando a editora lança todos os livros, só por precaução, então, essa vai demorar um pouco. E, amei essa carta, achei muito engraçada e fofa.

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  7. Oliveira17/12/13

    Puxa que história, e deve ser muito tenso ler o livro, ou o relato dela. Como ela deve ter sofrido!

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  8. Sofreu mesmo, nem sei como aguentou tudo...
    Bjs, Rose.

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  9. Com certeza choraria...
    Bjs, Rose.

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  10. Sem dúvida tem que ter um certa dose de coragem e utra de estômago.
    Bjs, Rose.

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  11. A série tem sido mesmo o estilo ame e odeie. Eu não li o volume 2 ainda por falta de tempo, mas gostei do volume 1. Mas uma coisa ninguém pode falar mal, é o marketing da série. Muito criativo.
    Bjs, Rose.

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  12. Isso sempre acontece comigo, acabamos lendo para saber o que acontece.
    Bjs, Rose.

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  13. É verdade Gladys, o segundo volume tem tido resenhas bem negativas. Eu ainda não o li.
    Bjs, Rose.

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  14. adriana20/12/13

    Amada, ando a mil, na maior correria (trabalho, Natal + meu niver), então, já estou passando para deixar um mega beijo, desejando um Feliz e Abençoado Natal, com muita paz e harmonia!!! Que os anjos levem para ti toda a felicidade, muito amor e alegrias!! bjs

    tititi da dri

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  15. Rose,
    Em suas palavras deu para notar o quanto esse livro emociona. Obrigado pela maravilhosa resenha que só me deu ainda mais vontade de ler essa obra. Beijoaks da amiga Elis - http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  16. Mesmo amando o marketing da editora tenho muitíssimo medo de pegar o terceiro volume e ele ser pior que o segundo, realmente não curti o segundo volume, claro que não é o fim do mundo ler, mas também não é bom. Fazer o que né? Gosto é gosto. Mas eu adorei Bruxos e Bruxas.


    Bjus elis - http://amagiareal.blogspot.com.br/

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  17. Oi Elis, leia sim, mas se prepare, pois não é fácil!
    Bjs, Rose.

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  18. Obrigada Dri, mesmo nesta correria ainda teve um tempinho e lembrou de mim.
    Bjs, Rose.

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  19. Amanda's Tale17/6/14

    Quero muito ler esse livro...
    Tô bem curiosa!
    beijos
    http://amandastale.blogspot.com

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  20. É uma leitura sofrida, intensa, com certeza com fortes emoções.
    Bjs, Rose.

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  21. Olá Rose !!!

    O livro parece ser bem denso e com momentos fortes, é um livro que merece ser lido.e com certeza gostei muito da resenha.. ^^

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    1. Oi Clarice, denso e forte mesmo.
      Bjs, Rose

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